Uma retroescavadeira de 15 toneladas caiu ontem de um caminhão que perdeu o freio e esmagou um táxi, matando os quatro passageiros. O acidente aconteceu no Morumbi, na Zona Sul, numa ladeira onde a passagem de caminhões era proibida, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

De acordo com o delegado Virgílio Guerreiro Neto, o motorista do caminhão, Claudomiro da Silva Vargas, de 32 anos, levava a retroescavadeira para uma obra numa rua do Morumbi. Perdido, ele teria pedido informações ao motorista de uma van, que indicou a Claudomiro que entrasse em na rua que dá acesso à ladeira. No início da via, porém, existem placas indicando a proibição do tráfego de caminhões.

Motorista diz que não viu placas de trânsito proibido

Em depoimento à polícia, Claudomiro afirmou que não viu as placas de trânsito. Segundo ele, ao tentar sair da ladeira por outra rua, o caminhão perdeu a potência e começou a deslizar.

O freio não foi suficiente para segurar o peso do veículo. Sem controle, o caminhão desceu a ladeira e arrastou um táxi que vinha logo atrás. Quando os dois veículos pararam, a retroescavadeira, ainda amarrada ao caminhão, tombou sobre o táxi, um Fiat Uno.

Os quatro mortos são o taxista Luís Antônio de Moraes, de 60 anos, a enfermeira Ezenete Oliveira Silva, de 56, a dona de casa Selma Ortilho Picon, de 68, e sua filha Patrícia do Carmo Picon, de 32. Selma acabara de ter alta de um hospital e ia para casa quando sofreu o acidente.

Para que o resgate fosse feito a CET interditou a rua até às 18h40m, quando a retroescavadeira foi retirada.

Vargas será indiciado por homicídio culposo, mas pagou fiança de R$ 1 mil e vai responder ao inquérito em liberdade. A empresa proprietária do caminhão disse que vai tomar as providências necessárias para apoiar as famílias das vítimas.

Já o delegado classificou a conduta do motorista como imprudente.

— Mesmo que não houvesse placas, o motorista deveria ter imaginado que o caminhão não conseguiria, de forma alguma, subir aquela ladeira — disse Virgílio Guerreiro Neto.

O tenente Humberto Leão, do Corpo de Bombeiros, contou que houve a tentativa de salvar os passageiros.

— As vítimas, infelizmente, já estavam mortas — lamentou o bombeiro.

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