O número de acidentes na BR-280, principalmente no trecho que atravessa o perímetro urbano de Rio Negrinho, mobilizou a Associação Comercial e Industrial, o Sindicato dos Transportadores do Planalto Norte (Sindiplan) e outras lideranças da comunidade a reivindicar melhorias. De acordo com estatísticas da Polícia Rodoviária Federal, de janeiro de 2003 a fevereiro deste ano ocorreram 147 acidentes entre o Km 119 e o Km 133 da rodovia, que corresponde ao trecho urbano. Neste período, 256 veículos se envolveram em acidentes, com 97 feridos e seis mortes. Falta de trevos, rotatórias e de terceira faixa, deficiência na sinalização e ausência de meio-fio para separar a ciclovia são os principais problemas da rodovia, segundo a PRF e relatório do Sindiplan.

Os ciclistas estão entre as principais vítimas da BR-280, em Rio Negrinho. O meio-fio que separava a pista da ciclovia praticamente não existe mais. “Muitas peças foram sendo arrancadas com o tempo e outras foram excluídas durante as obras da SC Gás e não foram recolocadas”, observa o chefe do posto da PRF Renê Neitzke. Sem o meio-fio, a ciclovia junta-se ao acostamento, facilitando ultrapassagens forçadas pela direita. Os pedestres que utilizam o acostamento também colocam a vida em risco. Para complicar, o trecho é saída de várias indústrias e até de uma escola.

Outro ponto crítico está no Km 141, conhecido como a Curva do Karsudo. A falta de sinalização e deficiências no acostamento são a principal causa de acidentes no local, segundo a PRF.

O engenheiro do Departamento Nacional de Infra-estrutura e Transporte (DNIT), João José dos Santos, determinou a conclusão do trevo de entroncamento da BR-280 com a SC-422. Outras obras dependem da liberação de recursos federais. O diretor técnico e comercial da SC Gás, Henrique Teixeira Moura, nega que o meio fio da ciclovia tenha sido retirado durante as obras de implantação da canalização de gás natural.

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