Na região de Rio Claro, de acordo com a polícia, os quilômetros 184, 198 e 203 da Washington Luís são tidos como os mais vulneráveis

(Da Redação) – Quadrilhas especializadas que agem de acordo com a encomenda dos receptadores ainda espalham o medo nas rodovias da região de Rio Claro. Segundo informações da Polícia Militar Rodoviária, na Washington Luís, os quilômetros 184, 198 e 203 são tidos como os mais perigosos, e a presença de alguns postos de gasolina que teriam sido desativados ainda servem como esconderijos para os marginais, que atacam assim que os caminhoneiros param nesses pontos para descansar depois de um dia de viagem.

O cabo da Polícia Rodoviária, José Luiz Juogiski, diz que no Km 184, por exemplo, existe um posto de gasolina que já estaria desativado e o bloqueio ao acesso do pátio desse local foi solicitado para evitar a ação dos bandidos.

Segundo sua versão, o Km 198, depois da Serra de Corumbataí, também é um local muito utilizado pelos quadrilheiros. “Isso porque em alguns trechos desse local em especial tem uma iluminação precária e a proximidade da serra facilita a ação dos bandidos, haja vista que o motorista nesse trecho trafega em baixa velocidade”, explica. Já no Km 203, recentemente uma carga de televisores foi roubada depois que o motorista parou para descansar. Na opinião do militar, os donos de alguns desses postos poderiam colaborar com a segurança reforçando a iluminação, por exemplo.

O militar acrescenta ainda que atualmente os quadrilheiros preferem roubar combustível, em especial diesel. “O motorista de um caminhão-tanque carregado com cerca de 30 mil litros, por exemplo, não consegue desenvolver uma velocidade maior que 80 km/h e fica fácil fazer a abordagem”, diz.

O militar observa que algumas quadrilhas são compostas até mesmo por técnicos em informática, que conseguem desativar o sistema responsável pelo bloqueio dos caminhões em caso de roubo. “Quando isso acontece, nem mesmo a empresa responsável pelo monitoramento consegue detectar qualquer irregularidade”, fala o militar.

Os quadrilheiros, na maioria das vezes, conforme as informações das autoridades, são dos estados do Mato Grosso, Paraná e Minas Gerais. O militar esclarece ainda que o número de cargas roubadas na região ainda é grande, porque o número de receptadores também cresceu.