Diante de mais de 70 pedidos de instalação, Dnit estuda aumentar número de aparelhos no Estado, que tem só nove

O Departamento Nacional de Infra-estrutura em Transportes (Dnit) no Paraná estuda ampliar o número de lombadas eletrônicas no Estado. O órgão já abriu licitação para reformulação dos atuais redutores de velocidade e implantação em outros pontos.

Hoje, há apenas nove aparelhos deste tipo em rodovias federais do Paraná – todos em funcionamento, de acordo com o Dnit. Em outros Estados, como Minas Gerais, as lombadas estão desativadas desde setembro do ano passado, quando terminou o contrato com a empresa responsável pela manutenção. A previsão é que voltem registrar excesso de velocidade em março.

No Paraná, a empresa responsável decidiu manter os aparelhos em funcionamento, mesmo com o fim do contrato. “A empresa se dispôs a continuar a operá-los, pois é um serviço essencial”, afirma o engenheiro Mário Santos, do setor de operações do escritório paranaense do Dnit.

Todos os redutores estão na região metropolitana de Curitiba, em pontos como a BR-116, altura da Vila Zumbi, em Colombo, a BR-376, sobre a represa do Vossoroca, e pouco adiante da Ceasa, na BR-116, saída para Fazenda Rio Grande. Mas o Estado já contou com 20 pontos – alguns foram desativados e outros repassados a outros órgãos administrativos, como os implantados ao longo da Linha Verde, agora controlados pela Prefeitura.

A licitação, cujos editais já foram publicados, prevê novas lombadas eletrônicas, mas as quantidades e locais não estão definidos. “Há um custo alto para o poder público. Tudo dependerá da verba disponível”, afirma o representante do Dnit.

Santos ressalta que a cultura popular mudou bastante desde que as primeiras lombadas foram instaladas, em 2000. No início houve reação de motoristas pelo grande número de multas aplicadas. “Hoje prefeitos e outras autoridades pedem a implantação de lombadas. Os motoristas já se acostumaram com elas e também as aprovam. Se fôssemos atender a todos os pedidos, teríamos mais de 70 redutores no Estado, o que é inviável economicamente”, afirma.