O Governo do Estado de São Paulo marcou para o dia 29 de outubro a licitação dos cinco lotes de rodovias estaduais incluídos no programa de desestatização em setembro do ano passado. Alguns integrantes do setor ficaram surpresos com a data da disputa, já que o atual cenário de incerteza no mercado internacional pode dificultar o acesso ao crédito por parte dos investidores e reduzir a participação de novos competidores.

No total, serão licitados 1.715 quilômetros de rodovias estaduais, como a Marechal Rondon (Leste e Oeste), Dom Pedro I, Raposo Tavares, Ayrton Senna e Carvalho Pinto. As concessões serão feitas com base num modelo híbrido, que mistura a tradicional outorga onerosa (valor pago pela concessionária pelo direito de operar a estrada) e a menor tarifa (usada no leilão de rodovias federais). Vencerá a disputa quem oferecer o menor pedágio para o consumidor.

O valor da outorga será fixo em R$ 3,498 bilhões, sendo 20% pagos antes da assinatura do contrato e o restantes em 18 meses. A rodovia com maior valor de outorga é a Dom Pedro I, com R$ 1,342 bilhão. Os contratos de concessão serão assinados por prazo de 30 anos, período em que as concessionárias serão obrigadas a investir cerca de R$ 8 bilhões.