Duas das principais e mais antigas rodovias do Estado de São Paulo – a Raposo Tavares e a Marechal Rondon – estão sob risco de interdição em conseqüência da falta de conservação. Elas ligam a Capital e Grande São Paulo às regiões oeste e noroeste do Estado.

Na Raposo, o trecho crítico fica entre os quilômetros 204 em Angatuba, e 280, em Itaí. O asfalto deteriorou-se ao longo dos 76 quilômetros de pista simples. Por causa dos buracos e crateras, em muitos pontos os veículos rodam pelo acostamento de terra. Em quase todo o trecho falta sinalização e acostamentos.

Em Paranapanema, estância turística, a queda no número de visitantes está sendo atribuída à precariedade da estrada. A rodovia é usada também para escoar a produção de grãos do Vale do Paranapanema, uma das regiões mais produtivas do Estado.

O presidente do Sindicato Rural de Paranapanema, João Carlos Menck, lembra que a estrada foi bloqueada, no fim do ano passado, durante uma manifestação dos produtores rurais contra a falta de conservação. No último dia 16, ele entregou um documento ao governador Geraldo Alckmin pedindo a recuperação da rodovia. “Ele disse que conhecia o problema a estava providenciando as obras”, afirmou.

Na Marechal Rondon, duas pontes caíram entre os municípios de Laranjal Paulista e Conchas. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) construiu desvios nos quilômetros 182 e 186, mas o asfalto cedeu e os caminhões de carga estão sendo obrigados a desviar pela rodovia Castelo Branco.

Os usuários reclamam também do excesso de buracos. A pista afundou em muitos pontos e não existe acostamento. Segundo o DER, a construção de novas pontes está em processo de licitação.

O governo estadual pretende utilizar financiamentos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para recuperar as duas rodovias. Os dois trechos fazem parte da malha viária não concedida à iniciativa privada e administradas diretamente pelo Estado, portanto não são beneficiados com os recursos dos pedágios.

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