Os servidores em greve do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit) aproveitaram a interdição de parte da pista da BR-101, nas proximidades do município de São José de Mipibu, para distribuírem panfletos esclarecendo à população das reivindicações da categoria e também da importância do órgão, responsável por fiscalizar obras como as de duplicação da rodovia.

O movimento grevista completa hoje nove dias e não tem data para acabar. De acordo com um dos integrantes do comando de greve, Luís Otávio Alves, mobilizações semelhantes foram realizadas em todos os Estados. “Até agora o Governo Federal não sinalizou com nada de nossa pauta de reivindicações”, lamenta, lembrando que por outro lado a União já ingressou até mesmo na Justiça contra o movimento.

Ao todo, o Dnit conta com 52 funcionários no Rio Grande do Norte, em Natal e nas unidades de Currais Novos, Mossoró e Macaíba. Dos serviços comumente realizados, apenas os emergenciais, como a reforma da ponte do Gervásio, em Mossoró, foram mantidos. Já a liberação das Autorizações Especiais de Trânsito (AETs – necessárias ao tráfego de alguns veículos pesados), que no restante do país foi suspensa, aqui está sendo feita em alguns casos, dependendo da análise feita pelos grevistas.

Os servidores pedem do governo um reajuste salarial que equipare a remuneração no departamento à de agências como a Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que em alguns casos chegaria a ser duas vezes superior ao dos funcionários do Dnit. Eles também acusam a União de “desvalorizar” o órgão.

Prova disso é que dos aprovados no único concurso já realizado, para 982 vagas (quando a demanda seria superior a 4 mil), um total de 360 já deixou o Dnit, para buscar melhores salários através de outros concursos, ou mesmo na iniciativa privada.