A Polícia Rodoviária Federal instaurou sindicância para apurar a conduta dos patrulheiros rodoviários responsáveis pela apreensão da carreta roubada que caiu no rio Paraíba do Sul na última quinta-feira, em Jacareí. O veículo estava carregado com 27 toneladas de minério de ferro e silício.

Segundo o chefe da 2ª Delegacia da Polícia Rodoviária Federal em São José, inspetor Hélio Bertola, o objetivo da investigação é verificar se houve falha dos policiais na condução da carreta apreendida na Dutra até o 2º Distrito Policial em Jacareí.

“Ainda não ouvi os policiais [rodoviários]. Mas o caso já foi encaminhado à superintendência [da Polícia Rodoviária Federal] para apuração. Não é normal um suspeito dirigir um veículo apreendido. Queremos saber se isso ocorreu”, disse Bertola.

De acordo com a Polícia Civil, a carreta chegou ao DP conduzida por um dos acusados do roubo, Nilton dos Santos Pereira, e escoltada pela Polícia Rodoviária.

O argumento foi usado pela Polícia Civil como justificativa para o fato de Pereira ter continuado dirigindo a carreta quando houve a decisão de levar o veículo à DIG (Delegacia de Investigações Gerais).

O corpo do motorista -que morreu afogado- foi encontrado no último sábado no rio, a três quilômetros do local do acidente. Ele estava com uma algema no braço esquerdo.

Além do motorista, morreu no acidente o instrutor de tiros Rogério Martinez Carvalho, primo do delegado seccional de Jacareí, e que estaria de carona na carreta no momento da queda.

Ontem, mergulhadores trabalhavam na remoção da carga do fundo do rio. O material está avaliado em R$ 61 mil. O produto saiu de Pirapora (MG) com destino ao porto do Rio de Janeiro, onde seria exportado.

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