Segundo pesquisa divulgada pelo SETCESP – Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região -, o roubo de cargas no Estado de São Paulo aumentou 2,98% em 2003, quando comparado às médias mensais referentes ao ano anterior.

Durante o ano de 2002 (de janeiro a dezembro), foram registrados em todo o Estado de São Paulo 2.450 casos de roubo de cargas, resultando em uma média/mês de 204,17 casos. Em 2003, ocorreram 2.521 registros, equivalentes a uma média mensal de 210,08 casos deste tipo de delito. Os produtos mais roubados foram os alimentícios (791 registros), cargas fracionadas (201), produtos metalúrgicos (164) e medicamentos (também 164). As rodovias com a maior incidência foram a Anhangüera (125 casos), a Dutra e a Régis Bittencourt (ambas com 58). Em 2003, maio foi o mês com maior número de registros, com 254 ocorrências.

Em valores, o roubo de cargas causou às transportadoras, durante o ano de 2003, um prejuízo médio mensal de R$ 16,114 milhões. O total das cargas roubadas de janeiro a dezembro de 2003 alcançou a soma de R$ 193,373 milhões. Em 2002, o prejuízo mensal médio foi de R$ 17,158 milhões, sendo que o total acumulado no ano atingiu R$ 205,903 milhões.

Estabelecendo um paralelo entre as perdas contabilizadas no ano de 2002 com as registradas em 2003, constata-se que a média mensal do prejuízo do setor transportador no Estado de São Paulo ocasionada pelo roubo de cargas diminuiu 6,08%. Na avaliação do SETCESP, a diminuição está diretamente ligada aos altos investimentos que as empresas do setor têm feito em gerenciamento de risco e segurança e no desenvolvimento de estratégias próprias voltadas ao combate do roubo de cargas.

Entre estas estratégias está o fracionamento do transporte de cargas de maior valor agregado e a proteção ostensiva das mercadorias mais visadas, como medicamentos, eletroeletrônicos, alimentos e cigarros. Segundo os estudos do SETCESP, hoje as empresas do setor transportador já investem até 15% de suas receitas brutas com custos referentes à segurança como escoltas e rastreadores via satélite, por exemplo.

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