Equipamento em ordem, cuidado com os buracos na pista

Imagine trafegar em um veículo sem estabilidade, dirigibilidade e com diversos ruídos e vibrações? Para evitar esse desconforto, a orientação para o motorista é realizar regularmente uma revisão de peças como buchas, coxins, bandejas e molas, que compõem o sistema da suspensão. “Dessa forma, é possível detectar rapidamente qualquer anormalidade e garantir a segurança do veículo e de seus ocupantes”, explica Nelson Schlosser, gerente nacional de vendas da Monroe Axios, subsidiária do grupo Tenneco Automotive e líder no segmento de metal/borracha e componentes para suspensão.

A principal função da suspensão é absorver os impactos das rodas para que não sejam transferidos à carroceria do veículo. Ao dirigir, se o automóvel puxar para os lados, apresentar desgaste irregular dos pneus, folgas entre as borrachas ou estiver desalinhado é hora da revisão da suspensão. “Durante a checagem também é importante conferir se não há vazamento de óleo do motor, do câmbio e de combustível, pois os derivados de petróleo danificam em pouco tempo os componentes da suspensão”, alerta Schlosser.

Uma recomendação que deve ser levada em conta pelo proprietário é fazer a revisão em um estabelecimento de confiança e, caso haja necessidade de trocar alguma peça, não substituir por outra recondicionada, o que compromete as condições do automóvel, adverte a Monroe.

Amortecedores – A principal função dos amortecedores é manter o contato permanente entre o pneu e o solo. Os amortecedores com vida útil comprometida provocam o desgaste prematuro dos pneus, risco de aquaplanagem, balanço excessivo do carro, ruídos na suspensão e perda de estabilidade. Além disso, um veículo a 50 km/h com apenas um amortecedor 50% gasto pode aumentar a distância de frenagem em dois metros. Ao fazer uma curva com o veículo com os quatro amortecedores 50% gastos, outro perigo: começa-se a perder o controle do carro a 57 km/h, bem antes que o mesmo com os equipamentos em boas condições.

Em uma estrada, os amortecedores se comprimem aproximadamente 2.625 vezes a cada quilômetro percorrido, o que corresponde a 105 milhões de ações estabilizadoras a cada 40 mil quilômetros. “O tipo de solo e as condições de uso do amortecedor influenciam diretamente na conservação do mesmo. Portanto, é importante o motorista se conscientizar da necessidade de realizar freqüentes revisões para garantir a segurança do veículo e evitar surpresas desagradáveis tanto na estrada como na cidade”, explica Ecaterina Grigulevitch, gerente nacional de Marketing e Administração de Vendas da Monroe.

No momento da revisão, se for detectada a necessidade de troca do amortecedor, o consumidor deve ter muita atenção para não instalar um equipamento falsificado que, além de colocar a vida do motorista e dos passageiros em risco, pode causar sérios problemas para o carro. O amortecedor falsificado é uma peça usada que é limpa e pintada para ter aparência de nova. Em alguns casos, os recondicionadores fazem um furo com broca no amortecedor e injetam óleo de câmbio, deixando-os aparentemente com um pouco de resistência, informa.

De acordo com o Centro de Treinamento da Monroe, a troca do óleo do amortecedor por óleo hidráulico, destinado ao uso em caixas de mudança e de direção, não é recomendável. No processo de fabricação da peça original é utilizado um óleo especial para amortecedor que apenas os fabricantes possuem.

Atenção redobrada em vias ruins

Os motoristas devem redobrar a atenção nas estradas e ruas esburacadas, inimigas número um da suspensão. Estatísticas do Programa de Redução de Acidentes no Trânsito, do Ministério dos Transportes, apontam que em 2002, nas rodovias federais, aconteceram 2.657 acidentes por defeito nas vias – um aumento de 32,19% em relação a 2001 (2.010 acidentes).

Ao passar por um buraco, o veículo pode ter peças como pivôs, terminais, buchas, bandejas, amortecedores, molas, rodas e pneus danificados. “Os danos mais comuns causados por impacto em buracos são rodas amassadas e cortes nos pneus”, explica Nilton Tadeu Durães, gerente de Serviços de Engenharia e Treinamento da Monroe. Nesse caso, recomenda-se levar o veículo até uma oficina de confiança para que as peças sejam substituídas. “Após o serviço, é importante fazer um alinhamento de direção para evitar o desgaste prematuro dos pneus”, acrescenta o gerente.

A orientação é sempre evitar passar por um buraco, mas se for inevitável e o mesmo não for extremamente grande, é indicado não frear o carro. “Com o carro freado, a suspensão estará fechada, rígida e sob pressão. Dessa forma, ela não se movimentará livremente para absorver os impactos. Além disso, com as rodas travadas, o impacto será mais forte”, explica Durães. Para consertar o automóvel, os preços variam de R$70 a R$600, dependendo das peças da suspensão que foram danificadas. Uma revisão de toda a suspensão deve incluir também rolamentos das rodas, rolamentos isoladores da suspensão dianteira e sistema de freios.

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