A situação das rodovias estaduais em Jenipapo dos Vieiras, Itaipava do Grajaú, Fernando Falcão e Governador Luiz Rocha, municípios do Centro Maranhense, é tão precária quanto a das estradas das cidades das regiões da Baixada Maranhense e Alto Turi, mostradas ontem em reportagem de O Estado. A ausência de ações do governo José Reinaldo Tavares (PSB) para realização das obras e serviços de recuperação e manutenção das vias é total. As verbas para recuperação dos pontos mais precários das rodovias MA-328 e MA-329 saíram dos cofres dos municípios de Jenipapo dos Vieira e Itaipava do Grajaú.

Em Fernando Falcão, o prefeito Eli Cavalcante foi em busca de dinheiro para recuperar os trechos mais críticos da MA-272, que une o município a Barra do Corda. Em Governador Luiz Rocha, a administração municipal aguarda recursos para construir as pontes da rodovia estadual que liga o município a São Domingos do Maranhão.A extensão das quatro rodovias estaduais, somada, chega a 254 quilômetros. As populações dessas cidades sofrem e pagam alto preço pelo péssimo estado das estradas. Nenhuma delas é asfaltada.

Na época das chuvas, as rodovias ficam intrafegáveis. No município de Governador Luiz Rocha, o prefeito Luis Feitosa da Silva (PFL) conseguiu com recursos de emendas parlamentares de um deputado federal, iniciar as obras de recuperação total dos 42 quilômetros da MA-331. Esta rodovia liga Governador Luiz Rocha a São Domingos do Maranhão. “Já fizeram tanta promessa sobre a obra dessa estrada, mas, ela nunca saiu do papel e muitos de nós vamos quase que todos os dia a São Domingos. Se o prefeito não fizer os serviços de melhoria na estrada, o governo estadual é que não faz, mesmo”, afirmou Erinalva Araújo, moradora de Governador Luiz Rocha.

CRONOGRAMA
Em julho do ano passado, a Secretaria de Estado de Infra-Estrutura (Sinfra) divulgou um cronograma com a lista das 14 obras de pavimentação e melhoria das rodovias estaduais. Nenhuma das quatro estradas integravam a relação da Secretaria. Segundo Fausto Oliveira, de Jenipapo dos Vieira, por mais que o município faça os serviços na estrada, na época das chuvas a tendência das condições de tráfego na rodovia é só piorar. “Para cá, só andam as caminhonetes e caminhões pau-de-arara. Outro carro não passa. E mesmo com as obras de recuperação feitas pela Prefeitura, quando começa a chover fica tudo mais complicado para andar nessa estrada”, declarou Oliveira.As condições dos 76 quilômetros da MA-329, que liga Itaipava do Grajaú à BR-226, também são precárias. Em vários trechos da estrada a piçarra desapareceu, o solo de tabatinga (terra argilosa) representa muitos riscos para quem trafega na rodovia, principalmente no período das chuvas.

“Quando chove, temos que redobrar os cuidados para dirigir nessa estrada. Nos locais em que o terreno é de tabatinga, a via fica um sabonete, muito escorregadia. É comum os carros deslizarem nesses trechos”, declarou o motorista Antônio Rodrigues.Além do terreno argiloso em alguns pontos, a MA-329 corre riscos de rompimento nos trechos que passam próximos aos rios e riachos. Em vários locais, é normal que águas cubram partes da estrada. “Todo ano tem um pedaço dessa estrada que se rompe. No período que chove muito, é fácil isso acontecer. E nós moradores é que arrumamos, pois precisamos dessa estrada”, disse Josias Ferreira.

AVENTURA
Os 96 quilômetros da MA-272, que liga os municípios de Fernando Falcão e Barra do Corda, são uma aventura. Proprietários e motoristas de veículos de passeio se recusam a trafegar pela estrada. É muito comum ouvir de pessoas desses municípios que em determinado trecho da estrada o carro não passa mais.

“O mais seguro mesmo é viajar numa caminhonete, como essas que trafegam na região. Mas, se o carro não for traçado, ainda tem o perigo de ficar preso no atoleiro”, contou o agricultor Francisco Cardoso. Existe uma dezena de trechos na estrada onde há risco de os carros ficarem no atoleiro. Em alguns desses pontos, os moradores costumam abrir desvios na estrada. “Enquanto não fizerem uma estrada para valer, esses problemas não vão acabar. No verão, a estrada é ruim porque tem muita poeira e buraco. Na época das chuvas também não é bom, porque só tem lama e atoleiro. O melhor seria que o Governo do Estado fizesse a estrada de uma vez, mas, com esse governo aí, já em fim de linha, não sai mais nada. Vamos esperar mais uma temporada por essa estrada”, afirmou o morador Nilton Sousa.

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