SÃO LUÍS – Pessoas que moram às margens da MA-202 (Estrada da Maioba) reclamam do estado precário da via. Entre os problemas estão valas e falta de sinalização e acostamento, o que tem provocados diversos acidentes.

De acordo com Ideraldo Balbino Ferreira, que mora há 48 anos na avenida principal da Maioba, foram feitas diversas solicitações ao poder público para recuperação da estrada, mas os pedidos não são atendidos e os problemas pioram a cada dia. “A gente vem pedindo, lutando há anos com reivindicações, abaixo-assinados para a melhoria das condições deste trecho, onde têm ocorrido muitos acidentes, mas nada foi feito. Isso é uma falta de respeito com a gente, que fica aqui, à mercê do poder público e exposto ao perigo”, reclamou ele.

Segundo ele, após um acidente grave com uma criança que estava na via e a morte de uma jovem de 19 anos no fim do ano passado, a comunidade resolveu arcar com custos de material (areia, brita e cimento) para a construção de três quebra-molas, como forma de evitar acidentes. Porém, com o período chuvoso, o material cedeu e deu lugar às enormes valas de 1m de largura, que são um risco aos motoristas.

Para o motorista de ônibus Oton Luis Costa Serejo, que trabalha na linha Maioba-Porto, a situação precária da estrada causa também prejuízos. “Isso não é quebra-mola, é quebra-carro. Essas valas acabam com o veículo. Furam até o pneu, se a gente não passar bem devagar. É muito ruim para mim, que tenho que passar por aqui sempre. Chega a doer a coluna”, observou .

Os acidentes freqüentes provocam medo em moradores e donos de estabelecimentos comerciais localizados às margens da MA-202. “A gente fica apreensivo, porque, além da falta de sinalização, alguns motoristas correm bastante. Dá até para sentir quando a gente está dentro de casa. Então, quem mora às margens da estrada vive com medo de algum carro bater na nossa casa ou sermos atingidos quando saímos”, disse a estudante Géssica Oliveira, 16 anos, que mora na avenida principal.

Sem os acostamentos, pedestres e ciclistas precisam andar na pista destinada aos veículos, arriscando-se a ser atropelados. A professora Terezinha de Jesus, da Escola Comunitária Professora Izeli, localizada na MA, afirmou que a situação precária da estrada está causando medo em pais de alunos. “A gente recebe crianças a partir de 2 anos, e tem sido cada vez mais complicado e arriscado chegar à escola, porque a avenida é estreita e não tem sinalização. Assim, corre risco tanto a criança quanto o pai, que vem deixá-la na escola, andando ou de bicicleta. Eles reclamam bastante”, disse ela.

De acordo com o secretário- adjunto de Obras Rodoviárias da Secretaria de Estado de Cidades, Desenvolvimento Regional Sustentável e Infra-Estrutura, Raimundo Machado de Araújo, estão sendo feitos vistoria e levantamento emergencial para que ocorra a recuperação dos pontos mais críticos da MA-202. Os serviços devem ser iniciados após o inverno.