Órgão quer saber por que os valores dos pedágios são tão altos nas BRs 392, 293, 116 e 290

Dois contratos que privatizaram quatro rodovias gaúchas podem ser revisados. O Tribunal de Contas da União (TCU) quer saber por que os valores dos pedágios são tão altos. São quase 750 quilômetros, pelas BRs 392, 293 e 116 na zona sul do Estado. Além de parte da BR-290, na Região Metropolitana. As concessões foram feitas há 12 anos.

O pedido de revisão dos contratos partiu do TCU, que entendeu que os valores cobrados atualmente são muito superiores aos que foram autorizados para as novas concessões liberadas este ano para outros Estados.

O relator do processo, o ministro Ubiratam Aguiar, disse que existem indícios de desequilíbrio econômico financeiro, o que estaria dando lucros extraordinários as empresas que administram as rodovias.

Hoje os valor mais baixo para carro de passeio é R$ 3 e o mais alto para caminhões é de quase R$ 60.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) prepara um relatório para o TCU. Se houver entendimento com as concessionárias, o valor das tarifas pode ser reduzido.

A assessoria da Ecosul informou que a empresa só vai se manifestar depois de comunicada oficialmente da revisão.

O diretor presidente da Concepa, Odenir Sanches, disse que concorda com a medida, desde que seja mantido o equilíbrio econômico previsto no contrato.