Se é perigoso e pode, inclusive, provocar mortes, por que tanta gente desrespeita os limites de velocidade no trânsito?

Há 30 anos atuando nessa área, o diretor de Operação e Fiscalização de Trânsito de Vitória, Mário Natali, é quem responde. “No Brasil, o carro não é visto como instrumento de deslocamento e sim de auto-afirmação e não é só de jovens, mas de velhos também”, explica.

Segundo ele, o trânsito recebe todo tipo de motorista, com personalidade e condições emocionais diferentes, que acabam tendo reflexo sobre o modo de dirigir.

Muitos motoristas estão estressados, se acham donos do mundo ou usam o trânsito como válvula de escape de problemas pessoais.

É gente que insiste em exceder a velocidade permitida, em não usar o cinto de segurança, em desrespeitar a sinalização, mesmo sabendo que estão sendo imprudentes e do risco de provocar acidentes.

“Eles acabam voando no trânsito, fechando outros veículos, provocando acidentes e mortes”, salienta.

“A educação para o trânsito tem que começar cedo, na pré-escola. Assim vamos formar gerações de motoristas mais prudentes. Além disso e em conjunto com a educação, a fiscalização nas cidades tem que aumentar, tanto a humana quanto a eletrônica”, explicou Natali.

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