De 39 caminhões carregados de produtos perigosos fiscalizados durante a semana passada na BR-376, entre Ponta Grossa e Curitiba, cinco (13%) estavam em situação irregular. Para o coordenador da blitz, tenente do Corpo de Bombeiros Marcelo Silva, essa incidência mostra que as transportadoras subestimam o risco de acidentes.

Um dos caminhões, carregado com combustível, trafegava com pneus carecas, pára-choque danificado, luzes de freio queimadas e lanternas de marcha-ré inoperantes. O veículo foi autuado pela Polícia Rodoviária e pelo Instituto de Pesos e Medidas (Ipem). As multas, que poderão ser contestadas, passam de R$ 1 mil.

Os cinco caminhões irregulares tiveram 16 notificações. De acordo com o policial rodoviário Gilberto Fornazari, que participou da operação, os proprietários dos caminhões não estão dando a devida importância para cuidados importantes, como a ficha de emergência, que descreve as características da carga perigosa. Ela pode servir para orientar o motorista em caso de acidente.

Surpresos, os motoristas não quiseram comentar as notificações. Um deles disse que não sabia que seu extintor estava vencido. Outro não carregava equipamento de proteção individual, obrigatório. Um terceiro foi multado porque não tinha carteira de habilitação especial para condução de cargas perigosas. Veículos com características originais alteradas também circulavam sem documentação atualizada. O técnico do Ipem Mozart Delatre diz que a maioria dos infratores comete infrações leves.

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