Acidentes são o tema do Dia Mundial da Saúde

Os primeiros 97 dias de 2004 revelaram uma marca assustadora no trânsito gaúcho. Entre 1º de janeiro e esta terça, dia 6, pelo menos 309 pessoas morreram em ruas e estradas do Rio Grande do Sul, numa média de 3,18 mortes por dia. Se a escalada de mortes seguir o mesmo ritmo até 31 de dezembro, o Estado lamentará no final do ano a marca de 1.163 óbitos, cifra que supera o recorde registrado em 1997, último ano antes do Código de Trânsito Brasileiro.

No ano passado, que teve uma pequena queda nos índices em relação a 2002, houve 888 mortes no Estado, com média de 2,4 por dia. Em 1997, o ano mais violento da história das estradas gaúchas, 935 pessoas morreram – média de 2,56. Para tentar brecar o morticínio no asfalto, o Rio Grande do Sul adere às atividades programadas para esta quarta no Dia Mundial da Saúde, que tem como tema os acidentes de trânsito.

O comandante do Batalhão de Polícia Rodoviária da Brigada Militar, tenente-coronel Carlos Hirsch, define como alarmante a média de mortes de 2004. Mantido esse ritmo, o militar acredita que poderá se chegar ao final do ano com um número de acidentes que pode superar o de 2003. Hirsch ressalva que os números absolutos precisam ser relativizados diante do aumento da frota gaúcha – atualmente em 3,053 milhões de veículos.

– Por ano, cerca de 140 mil novos veículos ingressam na frota do Estado, e temos mais condutores circulando, o que não retira a gravidade dessa estatística – afirma.

Preocupação semelhante é partilhada pelo inspetor Juarez Fraga, chefe de operação da Polícia Rodoviária Federal no Estado. Ele entende que, apesar da fiscalização e das campanhas de conscientização terem aumentado, a imprudência segue companheira constante dos motoristas.

– Os acidentes são precedidos de uma infração de trânsito, seja excesso de velocidade, ultrapassagem indevida ou outra irregularidade – diz Fraga.

DEIXE UMA RESPOSTA

Você digitou um endereço de e-mail incorreto!
Por favor, digite seu nome aqui