A licitação para a contratação da empresa que vai executar o projeto da Via Rápida – rodovia que liga Criciúma e Içara, ainda não tem data para sair. A publicação só vai acontecer quando todas as partes envolvidas no processo estiverem de acordo e não houver mais questionamentos sobre o empreendimento. Até mesmo o projeto do percurso de 11,3 quilômetros, que já está concluído e aprovado, pode sofrer alterações se as comunidades onde a rodovia vai passar acharem necessário. As possíveis mudanças serão discutidas em audiências públicas, com datas ainda a serem definidas.

Estuda-se a implantação de um pedágio social, onde os sócios da rodovia (os moradores que vão ceder áreas para o traçado da pista) possam contribuir com valores para a manutenção da rodovia. A contrapartida dos envolvidos seria a valorização dos terrenos ao longo da estrada.

A SC Parcerias, responsável pela obra, prevê alterações nas áreas social, ambiental, jurídica e técnica. O conjunto de mudanças deverá estar de acordo com os interesses do governo do Estado e dos moradores. Uma das possibilidades que está sendo estudada e será avaliada durante as reuniões é a forma de como os moradores circunvizinhos da rodovia vão ser beneficiados.

Valor das indenizações

Outro problema levantado por agricultores é quanto ao valor das indenizações e o receio de não conseguir áreas produtivas com o valor pago pelas terras. Neste caso, o que poderia ser feito, com a aprovação dos produtores, seria a troca de áreas. Por exemplo: o morador se desfaz da propriedade e ganha uma outra área com a mesma extensão de terra para continuar a produção no campo.