Um novo defeito na estrutura do vão móvel da ponte do Guaíba, causado pela colisão de uma embarcação no dia 30 de abril, foi verificado no fim de semana e ocasionará mais dias de transtornos e congestionamentos. Ontem, chegou a se formar uma fila de veículos de mais de cinco quilômetros na travessia.

Nesta terça, as obras ocorrem nas duas vias centrais da ponte, que ficarão interrompidas para o tráfego das 11h às 16h. Em caso de chuva, a recuperação ficará para amanhã, no mesmo horário.

As placas de aço que ficam nas extremidades do vão móvel e que permitem o encaixe com as pistas de rodagem também acabaram comprometidas pela batida do barco. Na quinta-feira passada, uma das peças, posicionada no sentido Interior-Capital, já havia se desprendido e teve de ser reposta pela Concessionária da Rodovia Osório-Porto Alegre (Concepa) (confira em gráfico ao lado).

Na madrugada de ontem, outra viga se soltou. O diretor-presidente da Concepa, Odenir Sanches, reconheceu que nos levantamentos feitos após o incidente o problema não foi constatado.

— Nós executamos a recuperação da ponte e, ao liberar a velocidade, apareceram outras conseqüências. É mais um efeito colateral da colisão — ressalta Sanches, lembrando que o trecho ficou por mais de três semanas com velocidade controlada a 20 km/h para evitar trepidação enquanto as barras de sustentação eram reformadas.

A peça é fixada por grandes parafusos, e as roscas sofreram desgaste pelo impacto. Com a passagem dos veículos, o material se soltou.

O trabalho de reforço do material se iniciou ontem. Das 10h30min às 15h, duas faixas, nos dois sentidos, ficaram fechadas enquanto as barras eram consertadas. A previsão é de que a ponte retome a circulação normal até quarta-feira.