A presença de viaturas em pontos estratégicos do Anel Rodoviário contribuiu para a diminuição no número de vítimas fatais na rodovia que corta Belo Horizonte. Desde a formação da força-tarefa que mobiliza representantes dos principais órgãos de trânsito do estado, há 26 dias, uma pessoa morreu em acidente na via, contra a média anterior de uma vítima a cada período de 10 dias. Até a volta do funcionamento dos radares, outras medidas emergenciais devem contribuir para a redução de acidentes. Ontem, as primeiras placas do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) começaram a ser instaladas. Ao todo, nos próximos 10 dias, devem ser colocados mais de 300 sinalizadores fixos.

Em toda a extensão da via, serão colocadas placas indicando a velocidade permitida em cada ponto, a obrigação de veículos pesados trafegarem pela pista da direita e sinais apontando obstáculos. Serão ainda instaladas defesas metálicas nas pontes, viadutos e curvas perigosas e feita a pintura de sinalização horizontal.

A partir da próxima semana, a BHTrans deve iniciar uma série de medidas educativas nos 26 quilômetros do Anel Rodoviário. A primeira ação será a colocação de 99 faixas de pano para informar sobre as condições da via. Serão dispostas 44 para os motoristas nos acessos ao Anel e mais 45 às margens da rodovia, para indicar pontos de travessia. Segundo o analista de Relações Comunitárias da BHTrans, Ronaro Ferreira, as faixas servirão para alertar pessoas que não conhecem a via para os riscos representados pela mistura do trânsito urbano com o rodoviário.

Além disso, duas viaturas com painéis informativos devem reforçar o contigente de fiscalização, ao lado dos carros da Polícia Militar Rodoviária (PMRv), Departamento de Estradas de Rodagem e Dnit. Ainda está em estudo a possibilidade de serem posicionadas mais 22 faixas sobre as passarelas do Anel. “Vamos procurar órgãos comunitários, como igrejas e associações bairro, para que nos ajudem a conscientizar a população sobre os perigos do trânsito no local”, afirma Ronaro. Está marcada para hoje reunião entre representantes dos setores de educação envolvidos na força-tarefa, para definir mais ações.

Vigilância

A principal medida de fiscalização, porém, está atrasada, já que foi adiado o início da operação de um radar móvel na via. A expectativa dos órgãos era que o aparelho digital estivesse em funcionamento até dia 1º deste mês, mas foi identificada a necessidade de se fazer adequações administrativas que viabilizem a cessão do equipamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para a PM Rodoviária. O convênio nessa modalidade é inédito no país.

Segundo o inspetor Altemiro Cristo, chefe da seção de policiamento da PRF, o novo prazo estipulado é o início de setembro. Enquanto isso, a partir da próxima semana, deve ser usado um radar analógico na via, até serem feitas todas adequações no aparelho digital. “O primeiro funciona por meio de registro fotográfico e o outro é operado pelo agente rodoviário, que constata o excesso de velocidade e faz a notificação do condutor, sendo a prova o próprio agente, como se faz com os casos de quem não usa cinto de segurança ou fala ao celular enquanto dirige”, afirma. As autuações e os recursos de multas ficarão a cargo da PRF, por se tratar de trecho federal delegado à PMRv.