MAIS SEGURA: Trecho da Serra do Cafezal,na BR-116,entre SP e Curitiba, no Paraná, tem redução de acidentes e mortes, após a duplicação, que completa cinco anos. Foto: Divulgação

Levantamento feito pela Agência leva em consideração períodos anterior à duplicação, entre 2014 e 2017; e após as obras, entre 2018 e 2021

Quem viajou pela Rodovia Régis Bittencourt (BR-116), entre São Paulo e Curitiba (PR), atualmente sob administração da Autopista Régis Bittencourt, sabe muito bem como era o percurso, principalmente no trecho da Serra do Cafezal, onde era comum o registro de acidentes (sinistros) graves, e muitas vezes, com mortes.

Mas, depois da duplicação da rodovia no trecho da Serra do Cafezal, que este ano completa meia década, o cenário é bem diferente, segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), responsável pelas concessões federais no país. Na comparação dos quatro últimos anos antes da duplicação, de 2014 a 2017, com os quatro primeiros, após a conclusão da obra, de 2018 a 2021, o número de colisões frontais, mais comuns em pistas simples, caíram 81%, sem nenhuma morte; já as colisões traseiras foram reduzidas em 38% e as laterais, em 48%.

De acordo com os dados da ANTT, o número de atropelamentos caiu 45% com a implantação de passarelas e campanhas de conscientização de condutores e pedestres.

Além disso, segundo a Agência, os animais também foram protegidos: com as passagens de fauna para a travessia segura de animais silvestres, acidentes e fatalidades de animais caíram a zero. Uma das atribuições legais da ANTT é garantir a segurança viária dos usuários.

Com a duplicação, o tempo médio de descida por caminhões passou de 3 horas para 25 minutos, diante do novo traçado. No km 353, sentido Curitiba, os condutores também contam com uma área de escape, recurso que permite a parada segura de caminhões, carretas e ônibus em situações de emergência, e que foi responsável pelo salvamento de 72 pessoas, desde a sua implantação.

Pavimento precisa de mais cuidados

Apesar de algumas melhorias citadas pela ANTT, no trecho da Régis Bittencourt, muitos usuários ainda reclamam do pavimento em vários trechos, principalmente na faixa 2,da direita, onde há muitos ‘remendos’ (reparos) mal acabados. Segundo os condutores, provavelmente, essa condição é decorrente da falta de conservação adequada, por parte da concessionária, agravada pelo excesso de peso – nem sempre fiscalizado – dos caminhões e carretas.

TÚNEIS NA SERRA DO CAFEZAL: Duplicação da BR-116 incluiu a construção de 3 túneis e 5 viadutos, num trecho de 4,5 quilômetros da Serra do Cafezal, em trechos intercalados, em ambos os sentidos da via. Foto: Aderlei de Souza

Atenção é fundamental em todo o percurso

Diante da característica da rodovia, que recebe tráfego bastante intenso de veículos de carga, os condutores, principalmente de veículos de passeio e motocicletas, devem redobrar a atenção em todo o percurso de São Paulo até Curitiba.

Qualquer descuido pode ser fatal. Infelizmente, ainda há motoristas, principalmente caminhoneiros, que não respeitam as regras de trânsito e fazem manobras bruscas na via, o que pode provocar sinistros graves e fatais.

Histórico

Por cortar a Mata Atlântica, um dos biomas em situação de preservação mais delicada no País, o projeto da Serra do Cafezal seguiu rigorosos processos de licenciamento ambiental. Além de aproveitar a pista já existente, os novos segmentos foram criados de modo a mitigar impactos, preservando ao máximo a natureza da região, que conta com reservas estaduais e corredores ecológicos. Além desse cuidado, com as passagens de fauna, além de evitar atropelamento de animais, é possível que indivíduos transitem entre diferentes fragmentos da Mata Atlântica e tenham mais chances de se produzir, preservando dezenas de espécies.

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