Funcionário vende Sem Parar em plena pista

Venda do Sem Parar no meio da pista

O usuário que paga o pedágio na Dutra e outras rodovias administradas pelo Grupo CCR espera em enormes filas num dia normal. Enquanto isso, funcionários do Sem Parar vendem o sistema eletrônico de pedágio no meio da pista.

Essas pessoas estão expostas ao risco de atropelamento e risco de acidentes com os veículos que circulam nas praças. Os usuários percebem claramente que a CCR quer forçar a venda do Sem Parar porque reduz seus custos e tem participação na venda.

Afinal, quem fica esperando em filas extensas e lentas, assiste a outros usuários passando direto pela cancela eletrônica. Desde quando alguém pode vender no meio da rodovia qualquer serviço? São verdadeiros camelôs do pedágio que trabalham com a certeza da impunidade que a CCR usufrui.

Espera-se que a PRF, ANTT, MPT e outros órgãos coíbam esse absurdo. Nos EUA, quanto mais o usuário ou empresa utiliza o pedágio eletrônico menos paga. Existem planos com descontos conforme o uso. Aqui no Brasil, os usuários pagam assinatura mensal e não têm desconto.

É o pedágio do pedágio. Inaceitável, principalmente porque já ficou comprovado que a ANTT é omissa na fiscalização. Além disso, a CCR ainda está envolvida em corrupção, conforme acordo de leniência com o Ministério Público de SP.

Executivos da CCR admitiram que pagaram caixa dois para campanha de políticos paulistas do PSDB, PT e PSD e pode-se dizer que no valor do pedágio está incluído o custo da corrupção. A diferença é que quem paga esse custo e ainda sai com o recibo na mão é o usuário da rodovia.

Por diversas vezes, nos últimos anos o Estradas.com.br informou as autoridades sobre o absurdo que é permitir venda de serviços, como o Sem Parar, no meio de uma rodovia. Naturalmente, não apenas nas federais, mas também nas estaduais.

Além de colocar em risco a vida dos funcionários do Sem Parar, provoca retenções do tráfego porque uma pista fica ocupada, inclusive com risco de acidentes. Ao que parece, essa nova denúncia terá providências, ao contrário das anteriores em que as autoridades competentes se omitiram.

 

 

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