CONSCIÊNCIA: Em situações de colisão, quando o corpo se choque contra o volante, painel e para-brisas, a eficácia do equipamento é comprovada. Afinal, o uso correto do cinto de segurança reduz em até 40% o risco de morte de usuários que se envolvem em ocorrências de trânsito. Fotos: Divulgação

Equipamento tem seu uso obrigatório desde setembro de 1997, conforme Lei nº 9.503, do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Pesquisa do SOS Estradas com caminhoneiros motivou início de campanha ‘Profissional de verdade usa cinto de segurança’

Mais que um equipamento que reduz os impactos do corpo em situações de acidentes (sinistros) de trânsito, o cinto de segurança protege e salva vidas, além de diminuir as consequências dos ferimentos.

Em situações de colisão, quando o corpo se choque contra o volante, painel e para-brisas, a eficácia do equipamento é comprovada. Afinal, o uso correto do cinto de segurança reduz em até 40% o risco de morte de usuários que se envolvem em ocorrências de trânsito.

No Brasil, o uso do cinto de segurança para condutores e passageiros é obrigatório desde 23 de setembro de 1997, conforme Lei nº 9.503, do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Segundo o artigo 167, a não utilização em vias urbanas e rodovias, é considerada infração grave, com multa de R$195,23 e cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação.

Uso em todas as situações

Todos sabem da obrigatoriedade do uso do dispositivo, mas muitas vezes negligencia o seu correto uso em situações corriqueiras, como por exemplo: percorrer pequenas distâncias, estar sentado no banco traseiro ou apenas para atender a um bem-estar passageiro de incômodo com o cinto.

É importante frisar que o uso em situações corriqueiras ou não, tem por objetivo preservar vidas, seja do condutor ou passageiro. O seu desuso pode acarretar em graves lesões ou projetar o passageiro sem cinto para fora do veículo, causando danos irreparáveis.

A tecnologia atual reforça a eficácia do dispositivo de segurança, mas a consciência de sua utilização é todos os usuários de veículos.

Campanha “Profissional de verdade usa cinto de segurança”

Pesquisa do SOS Estradas com 1.000 caminhoneiros, nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste, apurou que mais de 40% dos caminhoneiros não usam cinto de segurança. Campanha: “Profissional de verdade usa cinto” quer estimular o uso do equipamento de segurança mais eficiente que existe.

O índice do uso do cinto por caminhoneiros é de 79% entre os profissionais empregados e apenas 44% entre os autônomos. A principal explicação para o índice de quase o dobro entre os caminhoneiros empregados é que o uso do cinto é exigido por muitas empresas. Já os autônomos, não são pressionados pelos donos da carga a fazê-lo, com raras exceções.

História

Referências do primeiro modelo do cinto de segurança datam de 1885, em Nova York, nos Estados Unidos da América. O equipamento foi criado para a segurança de passageiros de carruagens de cavalos. Já em 1903, o francês Gustave Désiré Liebau patenteou o cinto de segurança de dois pontos e esse mesmo modelo passou a ser aprimorado pela aviação.

O modelo com três pontos de fixação do cinto surgiu por volta de 1950, mas apenas em 1959, Nils Bohlin, engenheiro da Volvo, desenvolveu um modelo prático que enrolava automaticamente. Desde 1968, é obrigatório que todos os automóveis à venda no Brasil tenham esse item de segurança.

O século XX no Brasil, foi marcado pelo início da circulação de automóveis e caminhões, e posterior aumento de acidentes em decorrência do crescimento do número de veículos e do transporte rodoviário. Toda essa movimentação trouxe a busca por uma implementação de medidas de segurança. No início dos anos 50 os cintos de segurança passaram a aparecer como item opcional para veículos automotivos, trazendo assim uma forma de diminuir os danos causados por acidentes.

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