Dos 3,6 mil quilômetros de rodovias federais em mato Grosso do Sul, 52,1% precisam de acostamento, segundo a pesquisa 2006 feita pela Confederação Nacional de Transportes (CNT). O levantamento concluiu ainda que 74,6% das estradas sul-mato-grossense apresentam algum tipo de imperfeição. Somente 921 quilômetros (25,4%) são considerados ótimo ou bom. Conforme a CNT, em 1.892 quilômetros não existe acostamento, considerado instrumento importante para reduzir acidentes automobilísticos. Do acostamento existente, 43,2% não há mato e estão em boas condições. Em cerca de 75% há placas estabelecendo o limite de velocidade. Apesar de o Código Brasileiro de Trânsito permitir até 110 quilômetros por hora, o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT) estabelece, no máximo, 80 km/h; 97% da sinalização vertical está visível e sem problemas.

Ruim

Conforme a CNT, 2.143 quilômetros (59%) de rodovias são considerados regulares. Outros 14,8% (539 km) são classificados como ruins, difíceis de transitar. Ainda existem 30 quilômetros em péssimo estado de conservação, de acordo com a fiscalização da entidade.
Quanto ao pavimento da rodovia, 1.055 quilômetros (29%) são considerados ótimos. A maior parte do trecho, 1.734 quilômetros (47,7%), é considerada regular, contra 22,5% (821 km) apontados como ruins ou péssimos. A geometria é considerada ruim em 45,5% do trecho pesquisado pela CNT, contra 18,9% regular, 32,2% boa e 0,6% boa.
Já a sinalização foi apontada como boa ou ótima em 32% das estradas federais em Mato Grosso do Sul. Somente 515 quilômetros possuem sinalização considerada ruim. A situação é péssima num trecho ainda menor, de apenas 105 quilômetros (2,9%). Esta situação deverá melhorar ainda mais, já que o DNIT licitou e iniciou a reforma e melhoria na sinalização vertical e horizontal em 2.984 quilômetros de rodovias, que terá investimentos de R$ 17 milhões.
Segundo a CNT, em 94,2% das estradas não há terceira faixa. Somente em 160 km existe faixa adicional, facilitando tráfego em locais de grande fluxo de caminhões para o escoamento da safra e reduzindo os acidentes. As condições da superfície são consideradas totalmente perfeitas em 64,4% das rodovias, enquanto nos demais são encontrados trinca na malha, remendos, buracos ou afundamentos.