
DNIT inicia recuperação da pista no sentido Salvador (BA). Problema ocorre próximo ao local onde outra cratera se abriu em julho e afeta uma das principais ligações rodoviárias da Bahia. Rodovia é operada e conservada pelo DNIT após fim da concessão da ViaBahia em 05/2025.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) inicia nesta terça-feira (3) os serviços de recuperação do km 603 da BR-324, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador.
Um processo erosivo no aterro de acesso a um viaduto provocou a interdição parcial da rodovia no sentido Feira de Santana–Salvador, causando longas filas de caminhões.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o bloqueio começou por volta das 10h50 de segunda-feira (2), durante o retorno do feriado de Finados. O congestionamento chegou a aproximadamente 20 quilômetros.
Uma das faixas foi liberada exclusivamente para veículos leves, enquanto caminhões e outros veículos pesados passaram a ser desviados para a via lateral, correspondente à antiga estrada do Derba.
No sentido Salvador–Feira de Santana, o tráfego segue sem restrições relacionadas à ocorrência.
Os serviços incluem a recomposição do aterro e a recuperação do pavimento. O DNIT atribuiu a erosão às fortes chuvas da semana anterior, associadas à obstrução de um dispositivo de drenagem. Segundo o órgão, não foram identificados danos à estrutura do viaduto.
Trecho da BR-324 é administrado pelo DNIT após fim da concessão da ViaBahia
A BR-324 é uma das principais rodovias da Bahia, ligando Salvador a Feira de Santana, importante entroncamento rodoviário que conecta a capital ao interior do estado e a outras regiões do país.
O trecho de Simões Filho é duplicado, possui tráfego intenso de caminhões e faz parte do principal corredor de acesso rodoviário à Região Metropolitana de Salvador. É utilizado pelo transporte de mercadorias, ônibus e veículos de passeio, além de atender às atividades industriais e logísticas da região.
No km 603, o problema ocorreu em uma área de aterro próxima a um viaduto, onde as condições de drenagem são fundamentais para evitar infiltrações e perda de material que sustenta o pavimento.
Desde 15 de maio de 2025, a conservação e a operação da BR-324 entre Salvador e Feira de Santana estão sob responsabilidade do DNIT, após o encerramento antecipado do contrato com a concessionária ViaBahia.
A rodovia passou a ser administrada diretamente pelo governo federal, enquanto se prepara uma nova concessão.
Segunda erosão em quatro meses
O ponto afetado fica próximo ao km 604, onde uma grande cratera se abriu em julho deste ano. Na ocasião, o DNIT identificou trincas e afundamento do pavimento provocados por uma falha estrutural em um antigo bueiro sob o aterro, permitindo a fuga de material de sustentação da pista.
Foram necessárias aproximadamente duas semanas de intervenções para restabelecer a circulação. Em agosto, o DNIT decretou situação de emergência para viabilizar uma solução definitiva, cuja contratação ainda não havia sido concluída cerca de três meses depois.
Apesar da proximidade entre os dois locais, o DNIT afirma que as ocorrências não estão relacionadas.
A repetição de problemas de erosão na mesma região, entretanto, levanta questionamentos sobre as condições dos dispositivos de drenagem e a necessidade de intervenções preventivas ao longo do corredor.
PRF orienta desvio para caminhões
Para os motoristas de veículos pesados que seguem de Feira de Santana em direção a Salvador, a PRF recomenda utilizar a seguinte rota alternativa:
BR-324 → BA-522 (Candeias) → BA-524 (Canal de Tráfego) → BA-535 (Via Parafuso) → BA-526 (Via Metropolitana) → Salvador.
O DNIT orienta os motoristas a respeitarem a sinalização provisória e reduzirem a velocidade nas proximidades das obras. Até a última atualização consultada, não havia previsão confirmada para a liberação total do trecho.
Qual a sua avaliação? O DNIT está realizando um bom trabalho desde que assumiu a rodovia em maio do ano passado com o fim antecipado da concessão da ViaBahia?




