
Sistema detecta falta de reação do condutor, emite alertas e pode imobilizar o veículo na própria faixa de rodagem. Tecnologia será apresentada na Fenatran 2026.
Caminhões das linhas Volvo FH, FM e FMX passarão a oferecer, como opcional, um sistema capaz de reduzir a velocidade e parar o veículo automaticamente caso o motorista apresente sinais de sonolência ou deixe de responder aos alertas.
Batizada de Parada Controlada, a tecnologia será apresentada durante a Fenatran 2026, que acontece de 9 a 13 de novembro, no São Paulo Expo, na capital paulista. O sistema foi desenvolvido para situações em que o motorista deixa de segurar o volante ou mantém os olhos fechados, indicando possível fadiga ou incapacidade de continuar dirigindo.
Como funciona a parada automática
Segundo a fabricante, quando os sensores identificam que o motorista está com os olhos fechados por mais de cinco segundos, o caminhão emite um alerta. Se o condutor não reagir nos cinco segundos seguintes, o sistema inicia o procedimento de parada controlada.
Inicialmente, o assistente de permanência em faixa atua sobre a direção para manter o caminhão em sua trajetória. Em seguida, os freios de serviço são acionados para reduzir gradualmente a velocidade até a parada completa. Durante o procedimento, o pisca-alerta é acionado. Quando o veículo para, as portas são destravadas.
A parada ocorre na própria faixa de rodagem, e não necessariamente no acostamento, o que representa uma limitação importante da tecnologia e pode exigir cuidados adicionais para evitar colisões traseiras.
O motorista pode interromper o procedimento ao pressionar o acelerador, aplicar força ao volante ou desligar o sistema de detecção de atenção.
Câmera monitora os olhos do motorista
Outra novidade é a segunda geração do Detector de Atenção, que passa a monitorar o movimento dos olhos do condutor. O sistema identifica situações em que o motorista permanece com os olhos fechados ou direcionados para baixo ou para os lados durante determinado período.
Os alertas tornam-se mais frequentes e intensos quando o motorista não retoma a atenção à direção. A tecnologia integra os pacotes opcionais de segurança dos caminhões Volvo, incluindo configurações com assistência ativa à direção.
Para o Coordenador do SOS Estradas, Rodolfo Rizzotto, é preciso utilizar cada vez mais a tecnologia. “Precisamos focar na segurança viária e redução das tragédias. Um simples tombamento de uma carreta numa rodovia, ainda que sem vítimas, pode causar acidentes (sinistros) gravíssimos com outros veículos e também obstruir a via por horas. Segurança é um ótimo negócio para todos, principalmente do ponto de vista humano.”
Dados de direção poderão ajudar a identificar comportamentos de risco
A fabricante também apresentará o Safety Score, ferramenta integrada à plataforma Volvo Connect para monitoramento de informações relacionadas à segurança da condução.
O sistema reúne dados sobre frenagens bruscas, alertas de colisão, atuação do controle eletrônico de estabilidade e acionamento dos freios ABS.
As informações poderão ser utilizadas pelas transportadoras para identificar comportamentos de risco e orientar treinamentos dos motoristas.
Freio de estacionamento também terá acionamento automático
A linha FH, FM e FMX receberá ainda uma atualização do freio eletrônico de estacionamento. O equipamento poderá ser acionado automaticamente quando o caminhão permanecer parado e o sistema identificar ausência de ações do motorista.
Com as portas fechadas, o freio poderá ser aplicado após dez segundos de inatividade, nas condições previstas pelo sistema. Quando as portas estiverem abertas e o motorista deixar o assento, o acionamento poderá ocorrer após três segundos sem atividade nos pedais. O objetivo é reduzir o risco de movimentação involuntária do caminhão.
Equipamentos serão opcionais
As novas tecnologias serão oferecidas como opcionais nos caminhões FH, FM e FMX comercializados a partir da Fenatran 2026. A Volvo não informou, no material divulgado, os preços dos equipamentos nem apresentou resultados de testes independentes que permitam quantificar sua contribuição para a redução de acidentes.












