A Polícia Rodoviária Estadual iniciou ontem a campanha “Nós usamos o cinto de segurança” para aumentar o uso do equipamento no banco de trás. O alvo são as crianças. Até o final da semana policiais estarão nas escolas orientando alunos a partir de dez anos.
Segundo o tenente Augusto Carvalho, comandante do pelotão de Marília, campanha pretende acabar com a cultura entre os motoristas de que o cinto de segurança deve ser usado quando o policial está por perto.

A campanha não começou ontem por acaso. Policiais estão de olho nas férias escolares, prestes a começar. Foram feitos 20.000 adesivos que serão distribuídos nas escolas e ao longo das férias durante as operações que serão realizadas.

A campanha atinge crianças de escolas municipais e estaduais de Marília, Garça e Tupã. Policiais estiveram ontem de manhã em quatro escolas da cidade, três em Tupã e duas em Garça.

Além de mostrar a importância do cinto de segurança, policiais também ensinam como usá-los corretamente, ou seja, pegando os ossos da coxa quadril ou do quadril, e não sobre a barriga, o que causa desconforto ao usuário.
“Às vezes a criança vai usar o cinto que foi ajustado para um adulto”, conta o tenente.
A campanha acontece pouco dias após três pessoas de uma mesma família, entre elas uma criança, morrer em Tupã num
acidente na rodovia. Segundo Carvalho, as vítimas não usavam o cinto de segurança e a criança foi arremessada para fora do veículo.

Em caso de acidente, de acordo com a polícia, o uso do cinto aumenta a probabilidade de vida em 75% dos casos e evita a necessidade de hospitalização em 69%.

Conforme a polícia rodoviária, o condutor que levar crianças menores de dez anos no banco de trás sem o cinto de segurança ficará sujeito à perda de sete pontos e pagamento de multa no valor de R$ 191,54.

No caso de criança maior de dez anos, o condutor perde cinco pontos e paga multa de R$ 127,69.