Uma nova descoberta do trabalho de salvamento arqueológico nas obras da BR-101 Sul surpreendeu os cientistas. Trinta ossadas humanas foram encontradas em uma propriedade rural próxima ao rio Cubículo, no município de Jaguaruna, em Santa Catarina. Nos meses anteriores, já haviam sido encontrados esqueletos com idade estimada entre dois e cinco mil anos, mas não havia a expectativa de encontrar tantos em um único local.
O trabalho de salvamento arqueológico é feito pela Fundação de Apoio a Educação, Pesquisa e Extensão da Unisul (Faepesul), através de convênio com o DNIT. O gerente de projetos da Faepesul, Alexandre Martins observa que o temor de atraso nas obras devido ao trabalho arqueológico foi vencido.
“O registro sobre a descoberta da ossada permite que possa se identificar como eram as características dos moradores antigos que viviam em nossa região. Com isso, as pessoas começam agora a mensurar o significado dessa descoberta. Custa caro identificar, mas é um patrimônio que está sendo resgatado. É a historia sendo escrita revelada de uma forma diferenciada”, disse Martins.
A descoberta de tantas ossadas humanas e artefatos milenares nas escavações vão permitir um trabalho mais minucioso. Além disso, a descoberta será apresentada num congresso internacional de arqueologia. Os pesquisadores da Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL) já estão avaliando como conservar e expor ao público o material descoberto.
Esse trabalho de salvamento, o programa de proteção ao patrimônio artístico, cultural e arqueológico, é um dos 23 Programas Básicos Ambientais (PBAs) necessários para o andamento da obra de duplicação do trecho Sul da BR-101.
As informações da descoberta farão parte também das oficinas e palestras realizadas pelo programa de educação ambiental da obra, ministradas pelos agentes da Empresa de Supervisão e Gerenciamento Ambiental (ESGA).




