Transportar seu bichinho de estimação exige cuidados, conheça as novidades para segurança nas estradas ou na cidade

Quem tem o hábito de levar o bichinho de estimação solto dentro do carro deve repensar esse costume. Além de ser proibido por lei, também representa um risco e tanto à segurança no trânsito. Em uma eventual batida, o corpo de quem está atrás, seja de uma pessoa ou animal, é atirado para frente com uma força até 40 vezes maior que seu peso, provocada pela desaceleração do carro. “O cinto de segurança é um acessório fundamental para manter a integridade de todos dentro do veículo. No caso dos animais não é diferente. É importante que sejam transportados de maneira confortável e segura durante a viagem”, alerta o engenheiro de segurança da CART- Concessionária Auto Raposo Tavares, Nivaldo Bautz.

O Código Brasileiro de Trânsito prevê que os animais precisam ser transportados com segurança e no banco traseiro do veículo, nunca no banco da frente ou na caçamba. Se deixado solto dentro do carro, o bichinho pode se machucar com freadas bruscas ou até mesmo provocar acidentes ao distrair quem está dirigindo. Além disso, em um acidente, a força com que o animal colide contra o motorista e demais passageiros se torna maior, se não estiver devidamente equipado com cinto ou outro dispositivo de segurança.
Em caso de transporte de animal de estimação à esquerda do motorista, entre suas pernas e braços ou soltos no banco, o condutor responsável será multado e a infração média rende 4 pontos na carteira, segundo o Código Brasileiro de Trânsito. Para o animal sendo carregado na parte externa, a infração é grave e rende 5 pontos na carteira.

Transporte de cachorro

Pet em segurança
A caixa é considerada uma forma segura de transportar cães e gatos. Escolha uma adequada ao seu animal para que o animal fique confortável durante a viagem. O tamanho ideal é aquele que permite ao pet girar 360° dentro da caixa. Outra opção segura é transportá-lo com o cinto de segurança para pets! O dispositivo é uma coleira peitoral com um adaptador para prender no encaixe do cinto de segurança. O uso do equipamento evita que o animal se movimente dentro do carro ou que venha ser arremessado contra os passageiros ou fora do veículo em caso de colisão. As coleiras peitorais e adaptadores para cinto de segurança podem ser encontrados na maioria dos petshops.
Para transportar gato e cachorro de até dez quilos, outra opção é a cadeirinha para animais que se encaixa ao cinto de segurança do veículo. Com altura regulável, também protege o assento do automóvel contra eventuais manchas e pegadas das patas.

Boa viagem
Ao sair de carro e levar seu animal de estimação, transporte-o de maneira segura e confortável. Não basta apenas cuidar do seu bichinho em casa, o cuidado deve se estender também para viagens ou trajetos dentro da cidade. A veterinária da clínica veterinária Sweet Dog, Simone Poli, ressalta que é fundamental que seu bichinho seja transportado de maneira correta: “O animal deve ser transportado dentro do veículo. Outra dica importante é não levar seu bichinho em caixa de transporte se o seu carro não tiver ar-condicionado, pois ele pode passar mal com a falta de ventilação”.

Você e seu pet seguros no carro
 Se a viagem for longa, prefira os horários noturnos ou no início da manhã, pois os animais são sensíveis ao calor;
 Deixe o animal em jejum de água e comida no mínimo meia horas antes da viagem para evitar enjoos e vômitos;
 Procure fazer paradas durante viagens longas para que seu bichinho possa fazer suas necessidades fisiológicas;
 Se o seu animal de estimação é muito agitado, o veterinário pode receitar um calmante.

Atenção, motorista! Animal na pista!
Além de monitorar as rodovias e manter o serviço de recolha e apreensão de animais, a CART orienta os motoristas a como proceder ao avistar um animal na rodovia e/ou na faixa de domínio:
 Ao avistar o animal, reduza a velocidade e observe se está a uma distância segura do veículo que vem atrás. Ligue o pisca-alerta e avise a CART pelo 0800 773 00 90;
 Não buzine ou acenda o farol alto, pois a reação do animal é imprevisível;
 Para não assustar o animal, evite manobras bruscas;
 Ultrapasse devagar por trás do animal.

Fonte: Cart

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