ALÉM DA FALHA HUMANA: Estatísticas mostram que a falha humana é a principal causa dos acidentes nas vias urbanas e rodoviárias brasileiras. Mas, há outros fatores que contribuem para essas ocorrências, como a falta de visibilidade, o acúmulo de água na pista e os ventos acima da velocidade normal, entre outras intempéries. Foto: Divulgação/PRF

De acordo com uma empresa de tecnologia, estações meteorológicas podem auxiliar o trânsito urbano e rodoviário e prevenir acidentes

Estatísticas mostram que a falha humana é a principal causa dos acidentes (sinistros) nas vias urbanas e rodoviárias brasileiras. Mas, há outros fatores que contribuem para essas ocorrências, como a falta de visibilidade, o acúmulo de água na pista e os ventos acima da velocidade normal, entre outras intempéries.

Essa constatação foi fundamental para que uma empresa brasileira de tecnologia desenvolvesse uma Estação Meteorológica, que pode ser fundamental para a atividade preventiva nas estradas e vias urbanas.

Segundo o diretor-comercial da Plugfield, Thiago Guerrer, o monitoramento local é o grande diferencial da Estação Meteorológica. “A quantidade de chuva, a velocidade do vento, a temperatura e a umidade relativa do ar são algumas das variáveis que alteram as condições de fluxo e segurança no trânsito”, diz.

Guerrer explica que existem recomendações locais fornecidas pelos órgãos de fiscalização e pelas concessionárias que administram os trechos rodoviários, mas, para o  “além das informações recebidas pelos veículos de comunicação em massa, como rádio, TV e portais de internet, há os painéis de mensagem variáveis (PMV) nas rodovias, que também são utilizados para transmitir informações em tempo real ao usuário. Assim, uma estação que coleta dados em tempo real no ponto mais propenso a problemas pode servir de base de alertas e informações para que o cenário real da rodovia chegue ao usuário”, explica.

Nesse caso, a integração da estação meteorológica com a central de controle da rodovia seria o recomendado. A prevenção ainda é a melhor forma de evitar acidentes, e contar com ferramentas integráveis capazes de atuar com precisão em situações desfavoráveis é uma tendência cada vez mais frequente, principalmente face às recentes alterações climáticas. Estradas que percorrem serras ou áreas submetidas a queimadas, por exemplo, podem ter, ao longo das pistas, a visibilidade reduzida. Essa situação favorece acidentes graves como o engavetamento de veículos, que poderiam ser evitados por meio de uma rotina de monitoramento frequente do local.

Vale ressaltar que o fluxo de uma rodovia acaba por impactar as entradas e acessos das cidades, e por isso existe uma grande relação entre o monitoramento de dados nas rodovias. Se houver um congestionamento ou acidente em um determinado trecho, certamente o trânsito na entrada da cidade próxima a ele estará comprometido, alterando a rotina de operações de transporte. Além disso, pontes ou outros locais estratégicos costumam alagar em períodos de fortes chuvas, e, nesse caso, seria recomendado o deslocamento de veículos de auxílio até lá assim que for dado o alerta.

COLETA DE DADOS: Estação Meteorológica coleta dados em tempo real no ponto mais propenso a problemas pode servir de base de alertas e informações para que o cenário real da rodovia chegue ao usuário.

Estação dispensa energia elétrica no local

A estação meteorológica desenvolvida pela Plugfield, indústria brasileira de tecnologia para o sensoriamento, funciona por meio de alimentação solar, o que facilita a sua instalação ao longo de qualquer trecho escolhido, sem precisar de cabos ou energia elétrica no local. Ela é composta basicamente por um conjunto de sensores, um módulo de processamento e transmissão de dados tanto por wi-fi quanto por GPRS.  Além de disponibilizar uma plataforma de acesso aos dados para o proprietário da Estação, ela dispõe de um aplicativo de celular que reúne as informações minuto a minuto de qualquer lugar. Dessa forma, é possível criar alertas aos motoristas para os eventuais perigos na pista local e prevenir acidentes.

De acordo com Guerrer, desenvolver um dispositivo que pudesse operar de forma off-line e ainda mantivesse os registros históricos do local foi a solução encontrada para potencializar o desenvolvimento tecnológico do agronegócio. Ao longo do tempo, surgiram demandas por soluções também na área de mobilidade e cidades inteligentes: “A Plugfield tem condições de prover não somente a coleta dos dados climáticos, mas também contribuir para a completa integração com todos os possíveis meios de comunicação com o usuário final, seja na rodovia ou na cidade”, afirma.

Com as atuais mudanças climáticas que estamos vivendo, o fato é que cada vez mais se torna indispensável o uso de estações meteorológicas para monitorar o microclima. Além de promover um melhor planejamento e a prevenção de atividades rotineiras em rodovias, elas também contribuem para a assertividade na tomada de decisão em operações especiais. Mais informações no site da Plugfield.

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