QUEIMADAS: Número de incêndios às margens da D. Pedro I, principalmente, tem sido mais frequentes. Em 2019, foram 55 registros. Foto: Divulgação

De acordo com a concessionária, desde 2009, quando assumiu a concessão da rodovia, não havia tantas ocorrências

O início da estiagem, ainda no mês de abril, fez disparar o número de queimadas no Corredor Dom Pedro de rodovias. Em maio, foram registradas 112 ocorrências pela concessionária Rota das Bandeiras, recorde para o mês desde o início da concessão, em 2009. No ano passado, foram 55 queimadas no período.

Além da preocupação com o afugentamento de animais de áreas rurais e a baixa visibilidade que a fumaça provoca nas rodovias, o aumento de queimadas neste período de pandemia por conta do novo coronavírus representa também um risco maior à saúde dos usuários, já que os incêndios podem potencializar problemas respiratórios.

Dados oficiais

Dados do Cepagri (Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura), da Unicamp, mostram a ausência total de chuvas em Campinas durante o mês de abril. Em maio, o volume foi de apenas 13 milímetros, também abaixo da média para o período.

O tempo seco ocasionado pela ausência das chuvas deixa a vegetação mais seca, se tornando uma espécie de combustível para o início dos incêndios e a expansão das chamas. Neste período, a conscientização dos usuários se torna ainda mais importante para evitar o início das queimadas. Entre os principais fatores causadores de incêndio, além de bitucas de cigarros arremessadas por motoristas, está a utilização de fogo para limpeza de terrenos, queima de lixo, fogueiras, queimadas para fins agrícolas não autorizadas e balões.

Operação especial

Embora a primeira quinzena de junho tenha registrado precipitações pluviométricas, o histórico de incêndios aponta o período até setembro como o mais crítico. Desde o início do mês, a concessionária realiza a Operação Corta Fogo, coordenada pela Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (SIMA), por meio da Coordenadoria de Fiscalização e Biodiversidade (CFB). A Operação envolve e articula, ainda, a ação de diversos órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPDEC), a Polícia Militar Ambiental (PAmb), a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), a Fundação Florestal (FF) e o Instituto Florestal (IF).

Para combater os incêndios, a empresa posiciona caminhões-pipa em pontos estratégicos da malha viária. Além disso, a frota de veículos de inspeção da concessionária, que já circula ininterruptamente pelos 297 km de rodovias, possui abafadores para o combate de pequenas chamas. A empresa também conta com apoio do Corpo de Bombeiros, sobretudo em eventos de grandes proporções, e atua com supervisão da Artesp.

Painel de Mensagem

Para alertar os motoristas sobre os pontos com queimadas, a Rota das Bandeiras dispõe de Painéis de Mensagem Variável (PMVs) nas rodovias e também faz a sinalização dos locais com homens-bandeira.

“Caso o motorista se depare com um incêndio, é necessário que ele reduza a velocidade e aumente a distância do veículo da frente. Além disso, é importante não ligar o pisca alerta e nem parar na faixa de rolamento. Se houver um prejuízo muito grande à visibilidade, o motorista deve parar em um local seguro”, destaca o coordenador de tráfego da concessionária, Murilo Perez.

O usuário pode também acionar o Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU) da Rota das Bandeiras. O telefone é o 0800-770-8070. O serviço gratuito funciona 24 horas.

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