RSC-453: Trecho entre Lajeado e Venâncio Aires está intransitável. Foto: Divulgação

Governo do Rio Grande do Sul dá sequência ao processo, mas afirma que só será concluído dentro de dois anos

O governo Eduardo Leite vai dar sequência à extinção da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR). Conforme o secretário de Governança e Gestão Estratégica, Cláudio Gastal, o processo deve se estender por aproximadamente dois anos.

O Piratini realiza um estudo de viabilidade, em que leva em conta as rodovias que são administradas pela estatal para fazer a concessão à iniciativa privada.

De acordo com Gastal, no processo de reestruturação, a EGR deve continuar o trabalho de manutenção das rodovias. “Não é obstáculo à manutenção das rodovias que estão sob sua responsabilidade”, ressalta. Para o secretário, “caminhar para a extinção da EGR”, como foi debatido durante a campanha eleitoral por Eduardo Leite, é importante para melhorar a infraestrutura do estado.

Gastal aponta o investimento privado para reduzir os gargalos. “As rodovias são fundamentais para diminuição o custo logístico”, aponta. Conforme ele, o custo logístico consome de 18 a 20% das riquezas produzidas no Rio Grande do Sul.

Rodovias do Vale

O secretário Cláudio Gastal recebeu uma comitiva do Vale do Taquari, na semana passada. Lideranças regionais apresentaram um panorama das condições das rodovias estaduais que cortam o Vale.

O gestor estadual pediu um prazo de quinze dias para se inteirar sobre a situação e poder apresentar uma resposta às demandas.

“Lajeado-Venâncio Aires está intransitável, e faz um bom tempo. A buraqueira é muito grande, e os consertos são da pior qualidade possível”, reclama o presidente do sindicato da construção civil local, o Sinduscom-VT, José Zagonel. “O usuário tem o direito de, no mínimo, ter uma rodovia transitável”, sustenta.

Zagonel lembra que a RSC-453, historicamente, é uma rodovia problemática. O empresário não se mostra contrário à concessão das estradas, mas ressalta que é necessária manutenção adequada e não pode haver um número abusivo de pedágios. “Eu não sou contra pedágio. Pagou um pedágio, anda 100 km não paga mais”, sugere.

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