Caminhoneiros com destino a Rondônia estão reclamando do pedágio cobrado por índios no Km 511 da BR -174, entre os municípios de Comodoro (MT) e Vilhena (RO). Segundo a 4ª delegacia de Polícia Rodoviária Federal (PRF), cinco ocorrências de extorsão foram registradas desde o começo do bloqueio, no sábado (13).

Cerca de 200 índios da etnia Nhambiquara bloqueiam o trecho da rodovia para a cobrança de pedágio. Eles cobram melhorias nas estradas de acesso às aldeias, além de instalação de energia elétrica e licença para a plantação de alimentos. Os motoristas que precisam passar pelo local dizem que estão sendo extorquidos com a cobrança.

Cooperativa de transporte

O presidente da Cooperativa de Transportes de Rondônia (CTR), Jorge Roberto Andrade, conta que há cerca de 500 cooperados, e que 60% desses carregam soja para Porto Velho e utilizam a BR-174. Jorge diz que o órgão já enviou ofícios para diversos órgãos, cobrando uma solução para o problema.

Ainda conforme a CTR, a categoria aguarda uma solução para o bloqueio dos índios. “Precisamos que as autoridades façam alguma coisa, pois uma hora pode dar um incidente grave. Esta semana chegou um caminhão apedrejado, pois o motorista só tinha o dinheiro para comer. Outro motorista teve que pegar dinheiro emprestado, pois colocaram duas flechas na cabeça dele”, enfatiza o presidente da cooperativa.

PRF

O inspetor da PRF em Vilhena, João Lobato, explica que as ocorrências registradas foram encaminhadas para a delegacia de Pontes e Lacerda (MT), responsável pelo trecho. “Depois são repassadas para o Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF). Muitos motoristas reclamam, mas não registram ocorrências por falta de tempo. Está sendo praticado um crime sobre a rodovia e estamos aguardando resolução de ordem superior para resolver a situação de vez”, conclui.

Conforme a PRF, no mês passado, foram mais de 30 ocorrências acerca do pedágio cobrado. Os índios suspenderam a cobrança depois que a Fundação Nacional do Índio (Funai) prometeu dar andamento às reivindicações.

Os indígenas alegam que o acordo não foi cumprido e, por isso, decidiram retomar com o bloqueio e cobrança de pedágio. Eles cobram R$ 25 para liberar a passagem de veículos pequenos e R$ 50 para veículos de grande porte, como caminhões e ônibus.

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