Segundo a decisão, não foi identificado risco de dano grave ou irreparável que justificasse a interrupção Foto: Divulgação

Justiça rejeita suspensão e mantém concessão da Nova Raposo em São Paulo

A Justiça de São Paulo decidiu manter a concessão do sistema rodoviário conhecido como Nova Raposo e rejeitou o pedido de suspensão do contrato feito pelo Ministério Público.

Segundo a decisão, não foi identificado risco de dano grave ou irreparável que justificasse a interrupção imediata do acordo firmado pelo governo estadual.

Argumentos do Estado pesaram na decisão

A defesa apresentada pela Procuradoria-Geral do Estado e pela ARTESP destacou que o projeto seguiu todos os procedimentos legais, incluindo licitação, consultas e audiências públicas.

Além disso, o governo argumentou que:

  • As desapropriações estão previstas apenas para 2027
  • As obras estruturais mais relevantes devem ocorrer a partir de 2028
  • O projeto ainda depende de licenciamento ambiental

Esses pontos reforçaram o entendimento de que não há risco imediato à população.

Suspensão poderia gerar prejuízos

Outro fator considerado pela Justiça foi o impacto negativo de uma eventual suspensão do contrato.

De acordo com o Estado, interromper a concessão poderia comprometer:

  • A continuidade dos serviços rodoviários
  • A manutenção e conservação das vias
  • O atendimento aos usuários
  • Investimentos já planejados

A magistrada responsável pelo caso entendeu que não há elementos suficientes para justificar uma medida urgente.

Debate ainda pode avançar

Apesar da decisão favorável à manutenção da concessão, o tema ainda pode ser discutido ao longo do processo judicial, especialmente em relação aos impactos do projeto e à participação popular.

No entanto, neste momento, o contrato segue válido e em execução.

A decisão reforça a segurança jurídica de contratos de concessão no estado de São Paulo e sinaliza que intervenções judiciais só devem ocorrer quando houver risco concreto e imediato.

O caso da Nova Raposo também evidencia o debate crescente sobre grandes projetos de infraestrutura e seus impactos sociais, ambientais e econômicos.