CRÍTICO: Os Estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Piauí, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Rondônia somaram mais de 17 mil indenizações do Seguro DPVAT destinados à cobertura por morte. Foto: Divulgação

Nove estados brasileiros registraram, em 2018, mais mortes no trânsito do que em crimes de homicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte

Maio é o mês de conscientização sobre a violência no trânsito para a redução de acidentes e a preservação de vidas. Um levantamento especial da Seguradora Líder para este mês mostra que a realidade no Brasil ainda é preocupante: em nove estados brasileiros, o trânsito deixou, em 2018, mais vítimas fatais do que os crimes de homicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte.

A comparação é feita com o número total de indenizações pagas por morte pelo Seguro DPVAT e os dados das Secretarias Estaduais de Segurança Pública. São Paulo e Minas Gerais lideram a lista, com 5.462 e 4.127 sinistros pagos por acidentes fatais no trânsito contra 3.464 e 3.234 óbitos por crimes violentos, respectivamente.

Os Estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Piauí, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Rondônia somaram mais de 17 mil indenizações do Seguro DPVAT destinados à cobertura por morte, representando 46% do total de sinistros pagos por acidentes fatais em todo o país no ano passado.

Já os crimes violentos desses Estados somaram 12.559 óbitos no mesmo período. Na última semana, os números foram destaque em uma matéria do site da revista Veja , além de matérias do SBT, e Jornal da Band.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), em 2018, foram registrados 69.114 acidentes nas rodovias federais de todo o país. Deste total, 5.259 foram fatais. Em 2017, foram 89.547 ocorrências, com 6.245 mortes.

“Apesar da redução dos acidentes e das mortes, os números ainda revelam um cenário preocupante da violência no trânsito brasileiro. Com isso, torna-se fundamental o constante investimento em prevenção, educação e medidas cada vez mais rigorosas de fiscalização”, afirma Arthur Froes, superintendente de Operações da Seguradora Líder.

Fonte: Seguradora Líder

1 COMENTÁRIO

  1. A imprensa e o governo falam muito em estatística. Gastam-se tempo e dinheiro sem retorno. Por que uma e outro não focam no que realmente interessa e traz resultados? Refiro-me a campanhas educativas ilustradas com situações que recorrentemente acontecem e deixam marcas profundas. Por que não relembram, de forma didática e clara, a utilização correta da seta? Reforcem que segurança implica – nas pistas duplas – usar a faixa da esquerda somente para ultrapassar. Aparentemente inexpressivas, estas e outras condutas, se observadas e respeitadas, pouparão muitas vidas. Alie-se a isso a participação das polícias rodoviárias estaduais e federal, que atualmente são inoperantes, cuidando apenas de multar, não mais de fiscalizar.

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