Moradores de propriedades rurais próximas ao pedágio na rodovia SP-333 (saída para Júlio Mesquita), que iniciou a cobrança há uma semana, estão preparando um protesto para o próximo sábado. O objetivo é chamar a atenção da concessionária e do Poder Público para situação das famílias que diariamente são obrigadas a pagar pedágio para ir a área urbana de Marília até mais de uma vez por dia.

Desde o anúncio da implantação da praça de pedágio naquele trecho da rodovia, os moradores pediam providências para tentar evitar a cobrança mas não conseguiram. O pedágio prejudica o deslocamento de moradores da Villa Bela I, II e III, Centro Mesquita e Fazenda do Estado.

O advogado que representa as famílias, Divino de Castro, disse que entrou com mandado de segurança e com representação junto a Procuradoria Geral de Justiça. Após pressão dos moradores, também foi revogada a lei que fechava o acesso por uma estrada vicinal, mas após a concessionária colocar um bloqueio na pista o acesso foi dificultado.

O advogado explica que não houve vontade política em solucionar o problema desses moradores antes da instalação da praça de pedágio, mas eles vão continuar buscando uma solução tanto na Justiça como junto à concessionária e à Prefeitura. “São três mil famílias mas não ultrapassa 300 veículos.

O ideal seria fazer a isenção do pagamento do pedágio desses moradores. A Entrevias terá lucro de R$ 1 bilhão e a prefeitura terá 3% da arrecadação, falta interesse em resolver”. Divino de Castro afirma que o protesto no sábado deve reunir cerca de 200 moradores. “Já informamos a Prefeitura, a concessionária Entrevias e a Polícia Rodoviária”, disse.

A cobrança de pedágio começou há uma semana e mudou a rotina de moradores e produtores rurais no entorno da rodovia. O valor da tarifa para veículos é de R$ 7,30. Dona Maria Gonçalves de Freitas, mora em uma propriedade rural na Vila Bela, onde cultiva legumes com o marido.

Ela faz tratamento de saúde na Santa Casa de Marília, onde passa por hemodiálise. “É muito difícil pra gente às vezes temos que ir para Marília quatro vezes por semana. E ter que pagar pedágio é muito caro. Somos eu meu esposo e dois netos, não temos como gastar com pedágio”, lamentou.

Fonte: www.jornaldamanhamarilia.com.br

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