Vários motociclistas fizeram um protesto na praça de pedágio de Jacarezinho (PR) na BR-369, administrada pela concessionária Econorte, contra a colocação de corrente que causou a morte por estrangulamento de uma jovem no domingo que estava na garupa da moto do marido. O motociclista nega que estivesse tentando passar na praça sem pagar. Embora a hipótese de tentativa de evadir do pedágio sem pagar seja sempre possível,  ainda que não pareça ser o caso, o que é importante aprender com esse lastimável episódio é que a concessionária não pode improvisar uma corrente, sem pensar no risco que representa.

Não há valor de pedágio que pague uma vida. Seria o mesmo que justificar que policiais rodoviários atirassem nos veículos que não atendessem a ordem de parada na rodovia. É preciso bom senso. Cabe aos motociclistas protestar, denunciar os abusos aos órgãos responsáveis pela concessão de rodovias, assim como, ficarem atentos a sinalização e pagarem sempre o pedágio quando houver cobrança. O que é inaceitável é que a categoria de motociclistas faça apenas um protesto e pronto. Restando apenas um processo judicial, uma investigação morosa e o tradicional esquecimento da mídia. As mortes no trânsito não podem ser em vão.

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