Vídeos são feitos pelos próprios condutores de motos e carros. Polícia tenta identificar suspeitos de participar das disputas ilegais

A Polícia Civil investiga a participação de motoristas e motociclistas em rachas em rodovias na região de Ribeirão Preto (SP). Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram condutores em veículos de luxo, avaliados em R$ 500 mil, a 300 km/h na Rodovia Antônio Machado Sant’Anna. O limite de velocidade varia de 90 km a 110 km/h, conforme o trecho.

De acordo com a polícia, carros e motos que aparecem nos vídeos têm placas de Ribeirão Preto, Franca (SP) e Belo Horizonte (MG). Os próprios motoristas fazem o registro, enquanto aceleram os veículos emparelhados pela pista nas disputas.

Segundo a polícia, as datas das gravações não são precisas. Em um dos vídeos, uma moto alcança 299 km/h em menos de 30 segundos, e o condutor usa o acostamento para ultrapassar dois caminhões pela direita. Mais à frente, é possível ver um carro que corta outros veículos no mesmo sentido e em alta velocidade.

Outro registro mostra quando o motorista trança carros e caminhões – dois ciclistas seguem pelo acostamento, também usado nas disputas ilegais. Os participantes ignoram regras de segurança e a legislação de trânsito, colocando em risco a própria vida e a de outros motoristas.

Segundo o instrutor do Sest Senat Kleber Flausino de Oliveira, o condutor que for flagrado durante um racha pode ser condenado a até três anos de prisão. As penalidades estão previstas no artigo 308 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

“Se durante o racha ele for pego, ele pode ter uma pena de três meses a três anos. Se ele causar uma lesão corporal, ele pode ter uma pena de três a seis anos. Se ele causar uma morte por racha ou corrida, ele pode pegar uma pena de cinco a dez anos de prisão”, afirma.

A Polícia Militar informou que são realizadas ações de controle de velocidade com o objetivo de coibir tais condutas bem como responsabilizar os condutores de veículos que possam ser flagrados em disputa de rachas.

Fonte: www.g1.com.br

 

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