A Justiça Federal determinou, anteontem, a instalação de dois redutores eletrônicos de velocidade entre os km 53 e 57 da BR-050, entre Araguari e Uberlândia, próximo à ponte sobre o rio Araguari. A decisão partiu de uma Ação Civil Pública do Ministério Público Federal (MPF) na União e no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), que requereu radares nos dois sentidos da rodovia para diminuir o número de acidentes e mortes no trecho. Entre os dias 1º de maio e 2 de novembro deste ano, segundo o MPF, foram 23 acidentes no local, com cinco mortes.

O supervisor regional do Dnit em Uberlândia, João Andréa Molinero Júnior, disse que ainda não foi notificado da decisão do MPF, mas acredita que a Procuradoria do Dnit deve recorrer novamente. “Aquele trecho está em obra e quem entende de engenharia sabe que é inviável colocar radar neste momento. Depois que a BR ficar pronta, tudo bem”, afirmou Molinero. A previsão do Dnit é que a duplicação da BR-050 dure dois anos.

O pedido para a instalação dos redutores de velocidade foi feito pela primeira vez em maio deste ano, mas foi indeferido com a justificativa do Dnit de que, devido à duplicação da BR, a colocação dos redutores de velocidade seria um gasto desnecessário, pois, com o avanço da obra, eles precisariam ser retirados e recolocados posteriormente. No dia 11 de novembro, o MPF protocolou novo pedido de avaliação.

O Dnit e a União foram intimados a se manifestar no prazo de 72 horas, com um prazo de 90 dias para instalar os radares. O descumprimento desta decisão implicará multa diária de R$ 10 mil.

Este mês, três pessoas morreram no trecho

O último acidente da BR-050, entre Uberlândia e Araguari, aconteceu na manhã de anteontem, envolvendo três carros. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o primeiro veículo envolvido freou bruscamente e os outros dois não conseguiram parar. Ninguém ficou ferido gravemente.

No dia 10 deste mês, dois homens morreram em um acidente que envolveu quatro veículos no km 47. “Sabe por que as pessoas morrem ou se acidentam? Porque não respeitam o limite de velocidade indicada pelas placas. Os motoristas precisam aprender sem ser por meio de multa”, disse João Andréa Molinero Júnior, supervisor regional do Dnit.

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