Celebrado em 11 de outubro, o World Road Day destaca a importância das estradas para o desenvolvimento e reforça a necessidade de reduzir mortes no trânsito.
Neste domingo, 11 de outubro, é celebrado o Dia Mundial das Estradas (World Road Day), data que destaca a importância da infraestrutura rodoviária para a economia, a mobilidade e a integração entre países e regiões.
A comemoração está relacionada à história da Associação Mundial de Estradas (PIARC), entidade internacional dedicada ao desenvolvimento de tecnologias e boas práticas para o setor rodoviário.
A origem da data remonta a 11 de outubro de 1908, quando teve início, em Paris, o primeiro Congresso Mundial de Estradas, reunindo mais de 2 mil participantes de 28 países.
Brasil precisa priorizar a redução das mortes
No Brasil, onde o transporte rodoviário é fundamental para a movimentação de pessoas e mercadorias, a data também deve servir de reflexão sobre a segurança dos usuários.
Mais do que construir, duplicar e recuperar rodovias, é fundamental investir em medidas capazes de prevenir acidentes e reduzir sua gravidade.
Sinalização adequada, manutenção do pavimento, dispositivos de contenção, tratamento de pontos críticos e fiscalização eficiente são essenciais para preservar vidas.
O Brasil assumiu o compromisso de reduzir em pelo menos 50%, até 2030, o índice de mortes no trânsito em relação a 2020, conforme previsto no Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans). Os resultados obtidos entre 2021 e 2025 indicam que as mortes vão aumentar. Portanto, estamos em alta velocidade na contramão.
Estradas melhores precisam ser mais seguras
Para o Estradas.com.br e o movimento SOS Estradas, que há décadas defendem os interesses e a segurança dos usuários das rodovias, a celebração também é uma oportunidade de cobrar resultados concretos dos governos e concessionárias.
Afinal, o sucesso de uma política rodoviária não deve ser medido apenas pelos quilômetros construídos ou recuperados, mas também pela quantidade de vidas preservadas.
Infelizmente, os programas de governo dos candidatos a presidência e praticamente todos os governadores eleitos ou ainda candidatos, revelam que a preservação da vida nas rodovias e vias urbanas não é uma prioridade.





