A fila de carros e caminhões parece não ter fim. O trânsito devido às obras de reparo na Rodovia Lúcio Meira (BR-393), no trecho que liga os bairros Água Limpa e Santo Agostinho à Radial Leste, em Volta Redonda, está parecendo mais horário de pico na Marginal Tietê, em São Paulo. Ontem, por exemplo, o congestionamento chegou a aproximadamente quatro quilômetros, deixando, inclusive, a Avenida Getúlio Vargas parada.
Durante o dia todo, os motoristas dão passos de tartaruga, demorando aproximadamente mais de meia hora para chegar aonde querem. “Tenho que sair de casa quase uma hora antes do que normalmente saio para não correr o risco de chegar atrasado no escritório”, diz o empresário Renato Cruz, que trabalha em Pinheiral.
Alguns apostam em outras alternativas. “Já estou aqui há 20 minutos debaixo de sol quente. Assim que surgir a oportunidade vou pegar o atalho pelo Jardim Normândia e sair no São Geraldo para fazer outro caminho e chegar no Retiro”, salienta o analista de sistemas Renan de Albuquerque.
Para piorar a situação, na manhã de ontem, por volta de 11 horas, o trânsito passou a funcionar mais lento, chegando a mais de quatro quilômetros, com placas de siga e pare, devido a um reparo inesperado na pista de desvio que a empresa que administra a rodovia, a Acciona, precisou fazer. A assessoria de comunicação informou que o reparo seria concluído no final da tarde de ontem. Porém, até o fechamento desta edição os trabalhos não haviam terminado e por volta das 20h30min nos trechos da Avenida Getúlio Vargas, Radial Leste e Colina o movimento estava intenso. O prefeito Antônio Francisco Neto (PMDB) declarou que estava sendo feito na noite de notem um trabalho de asfaltamento no local, que hoje já estaria resolvido.
Segundo a assessoria da Acciona, são obras necessárias e que precisam ser feitas. “A gente pede que os motoristas tenham um pouco de calma, porque em breve o fluxo voltará ao normal”, destaca a assessoria, explicando que foi dado o prazo, a partir de março, de 120 dias para a conclusão das obras do Água Limpa. Já no Santo Agostinho, a assessoria disse que não tem prazo para conclusão.




