Apenas a perícia vai conseguir determinar o que realmente aconteceu, já que não foram identificadas marcas de frenagem na pista

O motorista do veículo, Eumir de Oliveira Alves, informou a polícia que não se lembra do acidente. “O motorista disse que não sabe de nada. Que ele ultrapassou o caminhão e que daí para frente ele não se lembra o que aconteceu”, afirma o delegado. “Colhemos o sangue para fazer exames, mas ele não apresentava sinais de embriaguez”, completou o titular do DP de Pindamonhangaba.

Eumir pode ser indiciado por homicídio culposo e lesão corporal. Segundo Lajoto, a polícia não descarta nenhuma linha de investigação, mas informou que apenas a perícia poderá confirmar se a causa do acidente foi falha mecânica ou humana. O laudo para verificação da parte mecânica do veículo já foi providência, e agora os investigadores vão ouvir as pessoas que estavam no ônibus. “Não há nenhum registro de outro carro envolvido na batida ou marca de frenagem na pista. Aparentemente estava na faixa, saiu e caiu. Todos os passageiros vão ser ouvidas para chegar a uma conclusão do que aconteceu”, explicou o delegado.

A Polícia Civil tem 30 dias para conclusão do inquérito, podendo o prazo ser estendido por conta de depoimentos e perícia. Eumir atua como motorista da empresa de turismo há seis anos. Em depoimento a polícia de Pindamonhangaba, ele informou que o ônibus havia passado por manutenção recentemente. A direção do veículo estava sendo feita por ele e outro motorista em trocas que ocorriam em períodos de quatro horas e meia.

Dos 22 feridos no acidente, nove seguiam internados até o início da noite desta terça-feira (21). Três vítimas foram levadas para o Hospital Regional de Pindamonhangaba. Todas elas precisaram passar por cirurgia. As informações do hospital são que as vítimas sofreram lesões no ombro e na perna. Um homem permanece em estado grave e duas mulheres estão internadas no quarto.

Na Santa Casa de Pindamonhangaba, são quatro vítimas internadas: uma permanece em observação, duas estão no quarto e outra está na UTI, mas o estado não é considerado grave, segundo assessoria do hospital. Um dos pacientes teve o pé amputado na hora do acidente.

Os três mortos são Christiany Costa Brandão, de 32 anos, moradora de Cariacica; Wildegard Gomes da Costa, 43 anos, da Serra; e Marisdalva Ubaldo de Souza, 48 anos, moradora de Vila Velha. Os corpos já estão sendo trazidos para Vitória, pela seguradora da empresa de turismo Knaak. O velório e enterro das vítimas serão custeados pela empresa, assim como os cuidados dos feridos nos hospitais.

O proprietário da empresa, Noberto Knaak, informou que um novo ônibus foi enviado para a Aparecida, para trazer de volta os passageiros que nada sofreram com o acidente e os já liberados pelos hospitais. Eles passaram a noite no hotel Castro Santos e por volta das 12h30 desta terça-feira eles almoçaram no local e se preparam para voltar ao Estado. Noberto informou ainda que outras duas pessoas já haviam voltado durante a manhã de hoje de avião, com autorização da seguradora da empresa de ônibus. Uma outra pessoa foi autorizada a decolar em uma aeronave para acompanhar um dos feridos que está internado.

A empresa atua no mercado de turismo desde 1986, e segundo Noberto possui 35 veículos em sua frota. “Graças a Deus estávamos com a documentação em dia e regular. Sempre zelamos por isso. Infelizmente aconteceu uma fatalidade”, afirmou.

O acidente

O capotamento aconteceu por volta das 17h na altura do km 95, na Via Dutra, em Pindamonhangaba, São Paulo, no sentido Rio de Janeiro. O ônibus fazia o trajeto São Paulo – Itaguaçu (ES), com paradas em Vitória e Colatina.

O grupo havia seguido para São Paulo no domingo (19) para fazer compras na região do Brás. No retorno, eles deixaram a capital paulista por volta das 15h e a previsão de chegada à Itaguaçu, distante cerca de 130 quilômetros da capital Vitória, era às 5h desta terça-feira (21).

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