Devido ao aumento nos preços do cigarro, a previsão é de que cresça o contrabando do produto do Paraguai. Como a região de Campo Mourão tem um entroncamento rodoviário ligando o Oeste a outras regiões e estados, a Polícia Rodoviária Estadual está montando um esquema de trabalho para intensificar a vigilância e a repressão e evitar assim, que os cigarros ilegais cheguem ao seu destino.

O produto ficou mais caro em todo o País por decisão do governo federal, para compensar as perdas na arrecadação com a desoneração de impostos de veículos e materiais de construção.

Na semana passada foram duas apreensões de cigarros na região de Campo Mourão, sendo que em uma, a polícia prendeu uma carreta carregada com cerca de 350 mil maços. O comandante do 2º Pelotão da Polícia Rodoviária Estadual, tenente João Francisco Gimenez Cruz, ressalta na apreensão da carreta, o prejuízo para a pessoa que tentava contrabandear cigarro do Paraguai foi de aproximadamente R$ 1 milhão. “Isso levando em conta o preço de comércio e o veículo que está apreendido”, diz.

Gimenez observa que serão efetuadas operações em locais, horários e dias alternados. O objetivo é surpreender os contrabandistas que tentarem usar as rodovias da região. “São inúmeras as opções de estradas usadas para tentar fugir das fiscalizações. Campo Mourão está na rota do contrabando em virtude da proximidade com o Paraguai. Por isso, serão colocados policiais em locais estratégicos”, diz.

Na região Noroeste, de responsabilidade da 2ª Companhia da Polícia Rodoviária de Maringá, foram apreendidos 925,4 mil maços de cigarros neste ano.


Paraná

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) do Paraná é responsável por 52% da apreensão nacional de cigarros contrabandeados, nos três primeiros meses de 2009. Os dados da Central de Informações Operacionais da PRF mostram que mais de dois milhões de maços ou carteiras foram apreendidas nas principais rodovias do Estado, entre 1º de janeiro até 31 de março. Houve um aumento de 16% nas apreensões comparado ao mesmo período do ano passado.

De acordo com a Polícia Federal, o contrabando de cigarros é o maior problema, pois é feito em pequenos barcos e por meio de trilhas abertas nas margens do Lago de Itaipu. São mais de mil quilômetros de fronteira entre Brasil e Paraguai e o que não chega por terra na região de Foz do Iguaçu, entra pelo lago na região próxima a Mato Grosso do Sul.

A pena para quem transporta ou comercializa cigarros de contrabando ou descaminho é de um a quatro anos de reclusão, como prevê o artigo 334 do Código Penal. Os veículos usados no transporte de cigarro contrabandeado são tomados pela Receita Federal, que poderá repassá-los a entidades assistenciais.