A Polícia Rodoviária Federal (PRF), que destacou quase 10 mil agentes para fiscalizarem as rodovias federais em todo o país, já autuou 200 estabelecimentos vendendo bebidas alcoólicas no primeiro dia de Operação Carnaval. A informação é do inspetor Alvarez Simões, coordenador de controle operacional da PRF.
“Sext-feira mais de 200 foram autuados, mais de 2 mil foram fiscalizados. Essa fiscalização vai entrar na rotina e com o tempo nós vamos vigiar principalmente, ao longo dos trechos, aqueles [estabelecimentos] que servem de pontos de apoio, onde as pessoas param para abastecer, tomar um lanche, e acabam consumindo bebida alcoólica porque ela está facilmente exposta”, afirmou.
Em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional AM, Simões disse que um dos fatores que levam os motoristas a consumirem bebidas alcoólicas nas estradas é o costume. “É um traço cultural do brasileiro, que não entende que essa conduta pode colocar a vida em risco. Mesmo com todas essas propagandas que são colocadas e as notícias que são veiculadas.”
Outro fator apontado pelo policial é a oportunidade. “O indivíduo já está acostumado a beber, pára num estabelecimento ao longo da rodovia para tomar um lanche com a família, e entre os refrigerantes tem lá a bebida alcoólica. Se ele já tem o costume e surge a oportunidade, acaba pensando: vou tomar só uma ou duas, que não faz diferença – e as estatísticas mostram que faz, sim”.
Para Alvarez Simões, evitar a venda de bebidas é importante para reduzir os riscos, mas não é o único problema, já que o motorista pode se embriagar antes de pegar a estrada. Além disso, ele orienta quem vai dirigir a tomar pequenos cuidados que podem reduzir os números de violência nas estradas.
“O cenário aponta para a possibilidade de aumento nos acidentes, então pequenas atitudes do motorista podem ajudar a diminuir essas estatísticas, como, por exemplo, não trafegar em alta velocidade e deixar a lanterna do carro acesa, mesmo de dia – uma resolução do Contran [Conselho Nacional de Trânsito] orienta o motorista a andar com o farol aceso para ser visto e ver o que está vindo em sentido contrário”.




