Mais uma vez a PRF flagra motoristas profissionais sob efeito de drogas. Desta vez foi um cegonheiro que transportava nada menos que 11 carros.

A PRF apreendeu 35 de rebites com caminhoneiro que transportava veículos vindo da Bahia. O cegonheiro foi flagrado na tarde deste sábado (01), no Km 513 da BR 230, no município de Cajazeiras, sertão paraibano.

Os agentes da PRF abordaram a carreta que vinha da cidade de Camaçari (BA), e tinha como destino final a cidade de Sousa (PB). Durante a fiscalização os policiais encontraram três cartelas da anfetamina guardadas em uma bolsa encontrada em um compartimento da cabine.

REBITES – Este tipo de medicamento, chamado popularmente de “rebite”, é um inibidor de apetite. No entanto, é muito utilizado por caminhoneiros por causa do efeito estimulante do sistema nervoso central, fato que inibe o sono por longas horas. No caso do Nobésio Forte, encontrado com o caminhoneiro, este contém como princípio ativo a substância CLOBENZOREX, que é de uso controlado no Brasil, e classificado como SUBSTÂNCIA PSICOTRÓPICA (sujeita a notificação da Receita A). Ainda assim, o medicamento NOBÉSIO FORTE não possui registro válido na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); tornando sua comercialização proibida.

RISCOS – Quando o efeito do medicamento passa, o sono aparece de maneira incontrolável, o que eleva os riscos de grandes acidentes, pois ocorrências envolvendo caminhões são muitas das vezes catastróficas.

O motorista assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) pelo porte da droga sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar, tendo ele se comprometido a comparecer em juízo para as providências legais cabíveis.

LEGISLAÇÃO EXIGE EXAME TOXICOLÓGICO

Desde 02 de março deste ano os motoristas das categorias C, D e E são obrigados a fazer o exame toxicológico de larga janela na renovação, adição ou mudança de categoria. O exame coleta pequena quantidade de cabelo, pelos ou unhas, e permite identificar se o condutor é usuário regular de drogas.

Além desses casos, a legislação também determina que os condutores dessas categorias façam exame toxicológico na admissãou ou desligamento das empresas. O uso de rebites e drogas é muito comum entre motoristas profissionais para suportar a jornada e ficarem acordados dirigindo por muitas horas.

Nas rodovias federais, caminhões e ônibus estão envolvidos em 38% dos acidentes e 53% das mortesem acidentes nestas estradas tem participação de caminhão e/ou ônibus.

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