Desde julho deste ano, motoristas pagam um valor indevido de pedágio, acima do previsto nos contratos de concessão, em 24 praças de São Paulo, segundo reportagem publicada no jornal Folha de S. Paulo nesta segunda-feira. O valor extra afeta inclusive trechos das principais rodovias do Estado como Bandeirantes, Anhanguera, Castello Branco, Raposo Tavares, Anchieta e Imigrantes. A diferença nesses pontos de cobrança varia de R$ 0,05 a R$ 0,10 a mais por carros.

De acordo com a reportagem, o valor é efeito de uma decisão do governo Alberto Goldman (PSDB). Ele resolveu mudar, unilateralmente, a regra contratual de reajuste e arredondamento. A intenção era diminuir os aumentos para evitar ajustes acima da inflação em um momento em que esse tema era motivo de críticas à candidatura do também tucano Geraldo Alckmin. Os reajustes ficaram menores em 72 praças, porém em 24 praças o efeito foi contrário. O jornal usa como exemplo uma praça da via Anhanguera em que a tarifa de R$ 6,10 deveria passar para R$ 6,30 pelo contrato, mas é cobrado R$ 6,35 com o novo cálculo. Para governo, a medida beneficiou ou foi indiferente para 85% dos usuários.

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