
Tacógrafo inoperante impede verificar velocidade de rodotrem após acidente com ônibus escolar em SC, que estava regularizado e com velocidade compatível.
Um caminhoneiro, conduzindo um rodotrem, poderia ter provocado uma tragédia ao colidir com um ônibus que transportava 22 crianças na tarde de quarta-feira (30), na SC-390, em Capão Alto, na Serra Catarinense. Duas crianças ficaram feridas.
Segundo a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), o caminhão perdeu o controle em uma curva, invadiu a pista contrária e atingiu a trajetória do ônibus. O sinistro(acidente) ocorreu por volta das 13h50, no km 221,1, durante chuva e com a pista molhada.
Tacógrafo do caminhão estava inoperante
Um dos principais pontos constatados durante a fiscalização foi a situação do tacógrafo do rodotrem.
De acordo com a PMRv, o equipamento estava inoperante devido ao uso de disco vencido. Com isso, não foi possível verificar a velocidade desenvolvida pelo caminhão no momento do acidente. O motorista foi autuado pela irregularidade.
Já o tacógrafo do ônibus indicava velocidade aproximada de 67 km/h. O limite de velocidade no trecho é de 70 km/h.
O episódio reforça a importância do tacógrafo na fiscalização do transporte rodoviário. O equipamento registra informações relacionadas à circulação do veículo e pode fornecer dados relevantes para a análise de acidentes e para a fiscalização das condições de operação.
Rodotrem invadiu a pista contrária
Conforme a apuração policial, o ônibus Marcopolo/Volare W9 seguia de Lages para Campo Belo do Sul quando encontrou o rodotrem ocupando a faixa contrária.
O caminhão, tracionado por um Scania R 440, teria perdido o controle durante uma frenagem e ficado em posição de “L”.
O motorista do ônibus tentou desviar para evitar uma colisão mais grave, mas atingiu a lateral dos semirreboques e, posteriormente, saiu da pista e bateu contra um barranco.
Duas crianças ficaram feridas
Das 22 crianças transportadas no ônibus, duas precisaram ser encaminhadas ao hospital pelo Samu. Uma adolescente de 14 anos sofreu ferimentos leves. Um menino de nove anos apresentava suspeita de fratura no rosto.
As outras 20 crianças não apresentavam ferimentos aparentes e foram posteriormente conduzidas por familiares.
Os dois motoristas realizaram teste de alcoolemia, sem indicação de consumo de álcool. A documentação dos veículos e as carteiras de habilitação estavam regulares.
Não há informações disponíveis sobre o uso do cinto de segurança pelas crianças, que está disponível no coletivo.













