Criada para administrar algumas rodovias gaúchas que estavam nas mãos da iniciativa privada, a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) já consegue gerar descontentamento e protestos poucos meses depois de criada. O Ministério Público está insistindo na suspensão de cobrança de pedágio na RSC-287 por falta de atendimento adequado de guincho e ambulância.

Apesar da Justiça de Venâncio Aires ter negado a suspensão de cobrança do pedágio no município, o Ministério Público pretende pedir novamente que o pagamento da tarifa seja interrompido até que os serviços de atendimento de guincho e ambulância sejam retomados e a rodovia esteja em condições para o tráfego. Desta vez, o promotor Pedro Rui da Fontoura Porto recorrerá ao Tribunal de Justiça do Estado como uma maneira de tentar agilizar a recuperação da RSC-287.

Nesta semana, Porto chegou a debater a situação da rodovia com o presidente da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), Luiz Carlos Bertotto, e com o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, João Vitor Domingues, em um encontro que reuniu ainda os promotores de Lajeado, Portão e Flores da Cunha – lugares que também apresentam problemas nas estradas.

Na reunião, a estatal relatou que a licitação para contratação da empresa que fará a conservação da estrada já está em fase final. No entanto, a EGR ainda não soube informar a data em que esse serviço vai ser retomado no trecho. Já em relação às obras de melhorias – como frisagem e recapeamento do asfalto –, a estatal abriu ontem o edital para contratação da empresa que fará esse trabalho na RSC-287 e na ERS-122, entre Caxias do Sul e Antônio Prado.

Quanto ao atendimento de ambulância, a proposta do governo do Estado é reforçar os serviços prestados pelo Corpo de Bombeiros. Da mesma maneira, para retomar o atendimento de guincho nas rodovias, a EGR está firmando convênios com as mesmas empresas já conveniadas ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

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