Governador do Espírito Santo, representante do Ministério da Infraestrutura e da ANTT, para citar apenas alguns presentes
É inacreditável a voracidade de políticos de aparecerem em qualquer inauguração. Não importa o governo ou cargo isto ocorre há décadas e não muda. Quando a obra é feita com dinheiro do pedágio, como a melhoria de 9km da BR-101 no Espírito Santo, nesta terça-feira (15), não tem a menor justificativa esse uso político.
A rodovia foi construída com dinheiro da população e as melhorias, no caso duplicação, com dinheiro dos usuários que pagam pedágio recolhidos pela ECO101. Então, não tem justificativa pessoas do Governo viajarem de Brasília para o Espírito Santo para aparecerem na foto da inauguração.
Até porque, cabe ao governo fiscalizar a concessão e , como os próprios representantes de todos governos reconhecem, eles tem equipes pequenas para administrar grandes missões. Portanto, deveriam maximizar seu tempo e não passar o dia inteiro fora para inaugurar um pequeno trecho. Não são 400km de rodovia mas 9km de duplicação.
Obras são obrigação da concessionária
As obras são obrigação contratual da concessionária e o cronograma raramente é cumprido. Não é nenhum favor. Os usuários da rodovia, motoristas, caminhoneiros, donos de empresas de transportes, que pagam pelo pedágio e pela obra, é que deveriam estar presentes. Mas esses tem que trabalhar e não podem ficar viajando as expensas do dinheiro público para aparecer nas fotos e matérias de jornal.
Essa postura ocorre em praticamente todos os governos, não é uma questão específica do governo federal ou deste governo em particular. São décadas que os políticos não resistem a tentação e adoram viajar para essas inaugurações.
No caso de obras nas rodovias bancadas com impostos é até possível tolerar. Afinal, é sempre uma decisão política executar esta ou aquela obra mas em rodovias financiada pelos caros pedágios pagos pelos usuários, não tem justificativa.
Portanto, esta obra na BR-101/ES, que é bem vinda, e tantas outras, são mérito de quem paga por elas: os usuários das rodovias e só.
Duplicação de 9km é tratada como se fosse a construção de uma rodovia de 400km

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