Ação Popular denuncia irregularidade e pede a suspenção da obra que anda em ritmo capenga

A polêmica envolvendo a duplicação da rodovia AL 101 Sul parece não ter fim. Como se não bastasse o atraso nas obras, há denúcias de agressão ao meio ambiente e fraude em licitação. É que a inclusão da ciclovia, 20 dias após o edital de licitação ter sido lançado, gerou o conflito que pode culminar com a paralisação da obra. É o que consta na Ação Popular impetrada pelo ambientalista Luiz André do Nascimento Pontes, na 16ª Vara da Fazenda Pública Estadual.

A ação denuncia fraude na concorrência nº 34/2008. O documento diz que o Departamento de Estrada de Rodagem (DER) premeditou a fraude; que a Comissão Permanente de Licitação organizou o documento revestido de pseudo-regularidade; que a Secretaria Estadual de Infraestrutura coordenou o processo licitatório e homologou o vencedor do processo capenga e viciado e que o governador Téo Vilela assinou ordem de serviço mesmo sabendo que o processo estava irregular.

De acordo o documento, há evidências de que o consórcio vencedor foi favorecido pela comissão em todo o direcionamento do edital. “Diante de tão cristalina fraude para contemplar amigos com superfaturamento, via termo aditivo, uma forma de pagar dívidas de campanha, o que não podemos admitir pelo princípio da moralidade”, critica o ambientalista ao acrescentar que “já estava previsto um aditivo de construção de ciclovia, se premeditando a fraude.”