Audiência do caso aconteceu no Fórum de Bertioga, no litoral paulista. Defesa da empresa contestou análise do IC, que serve de base para a acusação da Promotoria

A defesa da empresa União do Litoral, proprietária do ônibus que tombou às margens da Rodovia Dom Paulo Rolim  Loureiro (SP-98), a Mogi-Bertioga, apresentou à Justiça, nesta quinta-feira (2), um laudo que atesta a manutenção prévia do veículo acidentado. Ao todo, 18 pessoas morreram no ocorrido, e ao menos três famílias já foram indenizadas.

O acidente aconteceu na noite de 8 de junho de 2016, quando o fretado que saiu de Mogi das Cruzes retornava com universitários para São Sebastião, no litoral. O ônibus seguia em comboio com outros três veículos. No Km 84, o coletivo bateu contra um rochedo na pista contrária, capotou e caiu em um desnível ao lado da rodovia.

Em uma audiência do caso nesta quinta-feira, o advogado Antônio Martinho, que representa a empresa, a proprietária e gerentes da firma, apresentou uma nova prova ao processo. Trata-se de um laudo pericial particular, que atesta boas condições de manutenção do ônibus e, consequentemente, a segurança do veículo, que foi contestada.

O advogado que representa as famílias, José Beraldo, afirma que o laudo questiona a análise concluída pelo Instituto de Criminalística (IC) de São Paulo, que apontou falhas nos freios do veículo. Segundo ele, houve negligência na manutenção preventiva do ônibus, e o motorista teve um “ato heróico” ao conseguir salvar vidas na situação.

A Promotoria e a Justiça acataram as novas provas. Até então, a acusação do Ministério Público baseava-se na conclusão do inquérito policial, que apontou indícios de falhas na segurança do veículo. Desde o ocorrido, a União do Litoral, que prestava o serviço de transporte aos alunos, negou todas as acusações.

Acidente

O acidente ocorreu por volta das 23h. Um ônibus que levava universitários de Mogi das Cruzes para São Sebastião perdeu o controle após uma curva, atravessou a pista, tombou e caiu em um barranco. O veículo levava 46 pessoas. Os corpos das vítimas foram enterrados em cemitérios de Boiçucanga, Barra do Una e Juquehy, em São Sebastião.

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